O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon, recebe nota 8.9/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 2ª posição em Livros de Sidney Sheldon: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem quer o Sidney Sheldon mais bem construído, antes da fórmula, e não é indicado para quem quer o ritmo de Se Houver Amanhã — este é mais lento. A edição que eu recomendo é a da Record, com 592 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

O primeiro romance de Sheldon: uma psicanalista de Nova York atende três pacientes, e um deles é assassino. O livro alterna entre as sessões e a investigação policial até as duas linhas colidirem.

  • Autor: Sidney Sheldon
  • Publicado em: 1970
  • Gênero: Suspense
  • Edição indicada: Record
  • Páginas: 592 páginas
  • Nota do Léo: 8.9 de 10
  • Na Amazon: 4,9 de 5, em 494 avaliações de leitores

A leitura de O Reverso da Medalha

O Reverso da Medalha é o livro que provou que o Sidney Sheldon sabia escrever mistério de verdade, e não só entretenimento com reviravolta. Foi a estreia dele em romance e ganhou o Edgar Award de melhor livro de estreia — o prêmio não foi de graça.

É o mais bem construído da obra dele em termos de mistério: as pistas são jogadas com honestidade, e a estrutura alternando as sessões de análise com a investigação policial funciona sem trapaça. Aqui ainda há contenção — a fórmula que dominaria os livros seguintes não está formada.

São 592 páginas, o mais longo do catálogo dele, e a parte central se estende demais. A psicanálise retratada é a dos anos 1970 e envelheceu bastante, e o tratamento dado à personagem central é datado de um jeito que incomoda hoje. Espere um livro mais lento que Se Houver Amanhã, e mais bem-feito.

Prós e contras de O Reverso da Medalha

✅ Prós

  • Nota 4,9 com 494 avaliações e o único livro dele a ganhar o Edgar Award de melhor romance de estreia
  • É o mais bem construído em termos de mistério: as pistas são jogadas com honestidade
  • 592 páginas de ritmo que não cai
  • Mostra Sheldon antes da fórmula — aqui ainda há contenção

⚠️ Contras

  • É o mais longo desta lista e a parte central se estende demais
  • A psicanálise retratada é a dos anos 1970, e envelheceu bastante
  • O tratamento dado à personagem central é datado de um jeito que incomoda hoje

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o Sidney Sheldon mais bem construído, antes da fórmula.
  • Pule se você for: quem quer o ritmo de Se Houver Amanhã — este é mais lento.

Vale a pena ler O Reverso da Medalha? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.9/10

Recomendo como o mais bem-feito da obra dele. O Reverso da Medalha é o livro que provou que o Sheldon sabia escrever mistério de verdade, e não só entretenimento com reviravolta. O Edgar Award não foi de graça. Só espere um livro mais lento que Se Houver Amanhã, e mais bem construído.

O Reverso da Medalha — Record

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 2ª posição em Livros de Sidney Sheldon: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Reverso da Medalha

O Reverso da Medalha vale a pena?

Vale, e é o mais bem construído do autor: nota 4,9 com 494 avaliações e o único livro dele a ganhar o Edgar Award. As pistas são jogadas com honestidade, coisa rara nele. É mais lento que Se Houver Amanhã e a parte central se estende.

Quantas páginas tem O Reverso da Medalha?

São 592 páginas na edição da Record — o mais longo entre os títulos mais lidos do autor.

Foi o primeiro livro do Sidney Sheldon?

Foi o romance de estreia, publicado em 1970, depois de uma carreira como roteirista. Ganhou o Edgar Award de melhor primeiro romance, prêmio que ele não repetiria.

Por onde começar a ler Sidney Sheldon?

Se Houver Amanhã, se você quer o mais viciante. O Reverso da Medalha, se quer o mais bem construído como mistério. Os dois são muito superiores aos títulos finais da carreira dele.

A psicanálise do livro é datada?

Bastante. O retrato do consultório e das abordagens é o dos anos 1970, e o tratamento dado à personagem central segue convenções da época que incomodam hoje. Vale ler percebendo isso.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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