O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Dorian Gray deseja que o retrato envelheça em seu lugar. O desejo é atendido, e ele passa décadas jovem e intacto enquanto o quadro no sótão registra cada coisa que ele faz.
- Autor: Oscar Wilde
- Publicado em: 1890
- Gênero: Terror gótico
- Edição indicada: DarkSide Books
- Páginas: 320 páginas
- Nota do Léo: 8.5 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 3.210 avaliações de leitores
A leitura de O Retrato de Dorian Gray
O Retrato de Dorian Gray é um livro sobre vaidade e consequência escrito por alguém genuinamente engraçado. Anotei umas quinze frases do Lorde Henry na primeira leitura — ele é uma máquina de aforismos e sozinho justifica a leitura.
A metáfora do retrato funciona ainda melhor hoje do que em 1890: uma imagem que permanece jovem e intacta enquanto a pessoa acumula tudo o que faz é praticamente uma descrição de perfil online. O Oscar Wilde escreveu isso sem ter ideia do que estava antecipando.
O horror é lento e moral, sem susto nenhum — quem quer medo físico vai encontrar outra coisa. O meio do livro tem capítulos inteiros de catálogo de objetos e sensações que travam a narrativa. E os diálogos brilhantes às vezes soam como o autor se exibindo, o que ele de fato estava fazendo. Mesmo assim, o último capítulo é dos mais perturbadores que eu li.
Prós e contras de O Retrato de Dorian Gray
✅ Prós
- É o único terror desta lista que é também uma comédia — o Wilde não resiste a uma boa frase
- Lorde Henry é uma máquina de aforismos e sozinho justifica a leitura
- 320 páginas com prosa elegante e leve, apesar do tema
- A metáfora do retrato funciona ainda melhor na era de imagem editada e perfil online
⚠️ Contras
- O meio do livro tem capítulos inteiros de catálogo de objetos e sensações que travam a narrativa
- É terror de ideia, não de sensação: quem quer medo físico não vai encontrar aqui
- Os diálogos brilhantes às vezes soam como o autor se exibindo, o que ele de fato estava fazendo
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer terror com humor e as melhores frases da literatura inglesa.
- Pule se você for: quem quer medo físico — o horror aqui é lento e moral.
Vale a pena ler O Retrato de Dorian Gray? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.5/10
Recomendo, e é o mais divertido da lista de longe. Dorian Gray é um livro sobre vaidade e consequência escrito por alguém genuinamente engraçado — anotei umas quinze frases do Lorde Henry na primeira leitura. O horror é lento e moral, não tem susto nenhum, e mesmo assim o último capítulo é um dos mais perturbadores que eu li.
O Retrato de Dorian Gray — DarkSide Books
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Perguntas frequentes sobre O Retrato de Dorian Gray
O Retrato de Dorian Gray vale a pena?
Quantas páginas tem O Retrato de Dorian Gray?
O Retrato de Dorian Gray é assustador?
Qual a melhor edição de O Retrato de Dorian Gray?
Vale ler Oscar Wilde além deste?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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