Confissões, de Santo Agostinho: resenha, prós e contras
Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
A autobiografia espiritual de Agostinho de Hipona, escrita no século IV: a juventude dissoluta, a longa resistência à conversão e o acerto de contas com a própria memória. É o livro que inventou o gênero da autobiografia.
- Autor: Santo Agostinho
- Publicado em: 400
- Gênero: Religião / Autobiografia
- Edição indicada: Penguin-Companhia — tradução de Lorenzo Mammì
- Páginas: 416 páginas
- Nota do Léo: 9.0 de 10
- Na Amazon: 4,9 de 5, em 3.539 avaliações de leitores
A leitura de Confissões
As Confissões são a autobiografia espiritual de Agostinho de Hipona, escritas no século IV. É o texto mais honesto já produzido sobre conversão, e o motivo é simples: ele não conta como venceu, conta como resistiu, e por quanto tempo.
O livro inventou um gênero. Antes dele ninguém tinha escrito sobre a própria vida como formação de uma personalidade, com memória, dúvida e contradição — e a tradução do Lorenzo Mammì para a Penguin é a melhor disponível em português.
Duas ressalvas. Os últimos livros abandonam a narrativa e viram tratado sobre tempo e memória, e muita gente para aí. E Agostinho é católico, o que faz alguns leitores estranharem a presença dele numa lista evangélica — embora ele seja leitura corrente entre reformados desde Calvino.
Prós e contras de Confissões
✅ Prós
- Inaugurou a autobiografia como forma literária — antes dele, ninguém tinha escrito assim sobre a própria vida
- A tradução do Lorenzo Mammì para a Penguin é a melhor em português e vem com aparato
- 4,9 de média com 3.539 avaliações: nota rara para um texto de mil e seiscentos anos
- A honestidade sobre os próprios defeitos é desconfortável de um jeito que quase nenhum livro devocional moderno alcança
⚠️ Contras
- Os últimos livros abandonam a narrativa e viram tratado sobre tempo e memória — muita gente para aí
- É católico, não evangélico, e alguns leitores vão estranhar a presença dele nesta lista
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer entender a fé cristã por dentro, e não por manual.
- Pule se você for: quem quer leitura devocional leve — a segunda metade é filosofia densa.
Vale a pena ler Confissões? O veredito
O veredito do Léo · nota 9.0/10
Recomendo em primeiro lugar e explico a escolha: é o texto mais honesto já escrito sobre conversão. Agostinho não conta como venceu; conta como resistiu, e por quanto tempo. Se você achar os últimos livros áridos, pare no nono — a parte que interessa já terminou ali.
Confissões — Penguin-Companhia
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Perguntas frequentes sobre Confissões
Confissões de Santo Agostinho vale a pena?
Quantas páginas tem Confissões?
Qual a melhor edição de Confissões?
Santo Agostinho é leitura evangélica?
Por onde começar em Confissões?
Resenha revisada em 09/09/2026 por Léo Rezende.
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