E o Vento Levou, de Margaret Mitchell: resenha, prós e contras
Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
A Geórgia de 1861, às vésperas da Guerra Civil americana. Scarlett O'Hara, mimada e implacável, atravessa a destruição do mundo em que cresceu — e faz o que for preciso para não passar fome de novo.
- Autor: Margaret Mitchell
- Publicado em: 1936
- Gênero: Romance histórico
- Edição indicada: Record — tradução de Marilene Tombini
- Páginas: 952 páginas
- Nota do Léo: 8.0 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 1.029 avaliações de leitores
A leitura de E o Vento Levou
Geórgia, 1861, às vésperas da Guerra Civil americana. Scarlett O'Hara, mimada e implacável, atravessa a destruição do mundo em que cresceu e faz o que for preciso para nunca mais passar fome.
Scarlett é uma das protagonistas mais complexas da literatura popular — egoísta, corajosa e nunca simpática — e é ela que segura 952 páginas de pé. A reconstrução do colapso econômico do Sul é a melhor parte do livro, melhor até que o romance central.
E há o problema, que não é detalhe: a representação da escravidão é indefensável. O livro retrata escravizados como leais e satisfeitos e trata a Ku Klux Klan com simpatia. Isso serviu à propaganda sulista por décadas e precisa ser lido como o que é.
Prós e contras de E o Vento Levou
✅ Prós
- Scarlett é uma das protagonistas mais complexas da literatura popular: egoísta, corajosa e nunca simpática
- 952 páginas que sustentam o interesse, o que é raro em romance histórico desse tamanho
- A reconstrução do colapso econômico do Sul é detalhada e é a melhor parte do livro
⚠️ Contras
- A representação da escravidão é indefensável: retrata escravizados como leais e satisfeitos, e trata a Ku Klux Klan com simpatia
- 952 páginas exigem compromisso real — não é leitura de fim de semana
- O romance central é menos interessante que a trama de sobrevivência ao redor dele
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer o épico de fôlego longo e aceita ler um livro datado como documento.
- Pule se você for: quem não tolera a representação da escravidão feita pela propaganda sulista.
Vale a pena ler E o Vento Levou? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.0/10
Fica em sexto e entra com uma ressalva que não é detalhe. E o Vento Levou é um épico bem construído e um documento do racismo da época em que foi escrito — a visão da escravidão no livro é falsa e serviu à propaganda sulista por décadas. Leia sabendo disso, como se lê um livro datado, não como retrato histórico.
E o Vento Levou — Record
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Perguntas frequentes sobre E o Vento Levou
E o Vento Levou vale a pena?
Quantas páginas tem E o Vento Levou?
E o Vento Levou é racista?
O filme é fiel ao livro?
Vale ler mesmo com os problemas?
Resenha revisada em 09/09/2026 por Léo Rezende.
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