O Peregrino, de John Bunyan: resenha, prós e contras
Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
A jornada alegórica de Cristão, que abandona a Cidade da Destruição rumo à Cidade Celestial, enfrentando o Pântano do Desânimo, o gigante Desespero e a Feira das Vaidades pelo caminho.
- Autor: John Bunyan
- Publicado em: 1678
- Gênero: Religião / Alegoria
- Edição indicada: Garnier — edição de luxo, tradução de Fábio Kataoka
- Páginas: 176 páginas
- Nota do Léo: 8.5 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 5.195 avaliações de leitores
A leitura de O Peregrino
O Peregrino acompanha Cristão saindo da Cidade da Destruição rumo à Cidade Celestial, atravessando o Pântano do Desânimo, a Feira das Vaidades e o castelo do gigante Desespero. É o livro mais vendido da história depois da Bíblia.
Funciona até hoje porque Bunyan entendeu uma coisa simples: transformar dúvida em pântano e desespero em gigante deixa o abstrato palpável. São 176 páginas que correm, e a alegoria é transparente sem ser boba.
Ele escreveu na prisão, condenado por pregar sem licença, e isso se sente na urgência do texto. O que envelheceu foi a severidade puritana, e a segunda parte — a jornada de Cristiã — é bem mais fraca que a primeira.
Prós e contras de O Peregrino
✅ Prós
- É o livro mais vendido da história depois da Bíblia, e continua legível: 176 páginas que correm
- 5.195 avaliações com 4,8 — o mais avaliado dos clássicos protestantes no Brasil
- A alegoria é transparente sem ser boba: os nomes entregam o sentido e a narrativa ainda prende
- Bunyan escreveu na prisão, e isso se sente na urgência do texto
⚠️ Contras
- A teologia é puritana do século XVII, com uma severidade que hoje soa dura
- A segunda parte, com a jornada de Cristiã, é bem mais fraca que a primeira
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer o clássico protestante que atravessou três séculos e continua legível.
- Pule se você for: quem se incomoda com teologia puritana do século XVII.
Vale a pena ler O Peregrino? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.5/10
Recomendo em segundo e é o mais fácil de entrar da lista. O Peregrino tem trezentos e cinquenta anos e ainda funciona porque Bunyan entendeu algo simples: transformar dúvida em pântano e desespero em gigante deixa o abstrato palpável. Leia a primeira parte; a segunda é opcional.
O Peregrino — Garnier
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Perguntas frequentes sobre O Peregrino
O Peregrino vale a pena?
Quantas páginas tem O Peregrino?
O Peregrino tem duas partes?
O Peregrino é difícil de ler?
Qual a melhor edição de O Peregrino?
Resenha revisada em 09/09/2026 por Léo Rezende.
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