A Bruxa de Portobello, de Paulo Coelho: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A Bruxa de Portobello, de Paulo Coelho, recebe nota 7.0/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 7ª posição em Livros de Paulo Coelho: Os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem já leu quatro ou cinco do Paulo Coelho e quer vê-lo experimentando forma, e não é indicado para quem está começando — a estrutura ousada não se sustenta até o fim. A edição que eu recomendo é a da Paralela, com 320 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

A história de Athena, uma cigana romena adotada no Líbano, contada exclusivamente por depoimentos de quem a conheceu. Ela nunca fala diretamente — o leitor a monta a partir de versões contraditórias.

  • Autor: Paulo Coelho
  • Publicado em: 2006
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Paralela
  • Páginas: 320 páginas
  • Nota do Léo: 7.0 de 10
  • Na Amazon: 4,5 de 5, em 637 avaliações de leitores

A leitura de A Bruxa de Portobello

A Bruxa de Portobello é o livro em que o Paulo Coelho mais tenta algo diferente na forma, e eu respeito isso. A protagonista nunca fala diretamente: o leitor a monta a partir de depoimentos de quem a conheceu, versões que se contradizem.

É uma escolha ousada e funciona no primeiro terço — você vai reconstruindo a Athena por fragmentos, sem saber em quem confiar. A variedade de vozes narrativas é a maior ambição formal da obra dele.

O problema é que todas as testemunhas acabam soando iguais, com a mesma voz, que é a dele — e isso desmonta o efeito inteiro da estrutura. A parte esotérica domina a segunda metade e a narrativa se dissolve. A nota 4,5 mostra que o público dele foi bem mais frio com este. A ideia era ótima; a execução entrega metade.

Prós e contras de A Bruxa de Portobello

✅ Prós

  • A estrutura em depoimentos é a experiência formal mais interessante que ele tentou
  • Nunca dar voz à protagonista é uma escolha ousada e funciona no primeiro terço
  • 320 páginas com boa variedade de vozes narrativas

⚠️ Contras

  • Os depoimentos acabam todos soando iguais, o que desmonta o efeito da estrutura
  • A parte esotérica domina a segunda metade e a narrativa se dissolve
  • Nota 4,5 na Amazon: o público dele foi bem mais frio com este

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu quatro ou cinco do Paulo Coelho e quer vê-lo experimentando forma.
  • Pule se você for: quem está começando — a estrutura ousada não se sustenta até o fim.

Vale a pena ler A Bruxa de Portobello? O veredito

O veredito do Léo · nota 7.0/10

Recomendo só para quem já leu quatro ou cinco dele. A Bruxa de Portobello é o livro em que ele mais tenta algo diferente na forma, e eu respeito isso — o problema é que todas as testemunhas falam com a mesma voz, que é a dele. A ideia era ótima; a execução entrega metade. Vale como curiosidade, não como recomendação.

A Bruxa de Portobello — Paralela

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 7ª posição em Livros de Paulo Coelho: Os 10 Melhores para Começar.

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Perguntas frequentes sobre A Bruxa de Portobello

A Bruxa de Portobello vale a pena?

Vale só para quem já leu quatro ou cinco do autor: 637 avaliações e nota 4,5, uma das mais baixas dele. A estrutura em depoimentos é a experiência formal mais ousada da obra dele — o problema é que todas as vozes acabam soando iguais.

Quantas páginas tem A Bruxa de Portobello?

São 320 páginas na edição da Paralela, contadas inteiramente por depoimentos de personagens que conheceram a protagonista.

A protagonista fala no livro?

Nunca diretamente. O leitor monta a Athena a partir do que os outros contam sobre ela, com versões contraditórias — é a ideia central do livro e a mais interessante dele.

Por que a nota é mais baixa que a dos outros livros dele?

As críticas apontam duas coisas: as vozes dos depoentes soam todas iguais, o que anula o efeito da estrutura, e a parte esotérica domina a segunda metade a ponto de dissolver a narrativa.

Qual livro do Paulo Coelho ler primeiro?

O Alquimista como o mais representativo, Veronika Decide Morrer como o melhor romance, O Diário de um Mago como o mais concreto. Este é curiosidade para quem já leu vários.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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