A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, recebe nota 8.3/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros de Autoajuda (e o que Cada Um Entrega de Verdade). É indicado para quem vive em função da aprovação alheia e quer uma ferramenta prática para sair disso, e não é indicado para quem carrega trauma e vai se machucar com a forma dura como o livro trata esse assunto. A edição que eu recomendo é a da Sextante, com 272 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Um diálogo entre um filósofo e um jovem, escrito no formato socrático, apresentando as ideias de Alfred Adler: a separação de tarefas, a recusa do trauma como destino e a ideia de que a liberdade custa a desaprovação alheia.

  • Autor: Ichiro Kishimi e Fumitake Koga
  • Publicado em: 2013
  • Gênero: Autoajuda / Filosofia
  • Edição indicada: Sextante
  • Páginas: 272 páginas
  • Nota do Léo: 8.3 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 18.054 avaliações de leitores

A leitura de A Coragem de Não Agradar

A ideia que eu tirei deste livro e uso até hoje é a separação de tarefas: descobrir, em cada conflito, o que é problema meu e o que é problema do outro. A aprovação alheia, segundo o argumento, é tarefa do outro — e tentar administrá-la é onde a gente perde a vida inteira.

O formato de diálogo entre um filósofo e um jovem obriga o livro a enfrentar objeções em vez de ignorá-las, o que é uma vantagem real sobre a autoajuda comum. E ele traz Alfred Adler, um psicólogo importante e pouco lido no Brasil, para o público geral — ainda que seja Adler filtrado pelos autores, e não Adler.

A ressalva é séria. A tese de que o trauma não determina nada, e de que o passado só tem o poder que a gente dá a ele no presente, é apresentada de forma dura demais e desconsidera situações reais. Somando a isso, o jovem do diálogo é interlocutor de palha em boa parte do livro: ele objeta mal para o filósofo responder bem. Leia pegando a ferramenta e deixando essa parte em suspenso.

Prós e contras de A Coragem de Não Agradar

✅ Prós

  • 18.054 avaliações e um fenômeno editorial que saiu do Japão para o mundo inteiro
  • O formato de diálogo obriga o livro a enfrentar as objeções em vez de ignorá-las
  • A separação de tarefas — o que é problema meu e o que é problema do outro — é uma ferramenta prática excelente
  • Traz Adler, um psicólogo importante e pouco lido, para o público geral

⚠️ Contras

  • A tese de que o trauma não determina nada é apresentada de forma dura demais e desconsidera situações reais
  • O jovem do diálogo é um interlocutor de palha em boa parte do livro
  • É Adler filtrado pelos autores, não Adler — quem quiser a fonte precisa ir a outro lugar

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem vive em função da aprovação alheia e quer uma ferramenta prática para sair disso.
  • Pule se você for: quem carrega trauma e vai se machucar com a forma dura como o livro trata esse assunto.

Vale a pena ler A Coragem de Não Agradar? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.3/10

Recomendo com uma ressalva importante. A separação de tarefas é das ideias mais úteis que eu já peguei num livro de autoajuda, e uso até hoje. Mas a forma como o livro trata o trauma — como escolha presente, não como marca do passado — é dura demais e não se sustenta em todos os casos. Leia pegando a ferramenta e deixando essa parte em suspenso.

A Coragem de Não Agradar — Sextante

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros de Autoajuda (e o que Cada Um Entrega de Verdade).

Perguntas frequentes sobre A Coragem de Não Agradar

A Coragem de Não Agradar vale a pena?

Vale pela ferramenta central, a separação de tarefas, que é das ideias mais úteis do gênero: 18.054 avaliações com média 4,7. A ressalva importante é o tratamento duro que o livro dá ao trauma, apresentado como escolha presente e não como marca do passado.

O que é a separação de tarefas?

É perguntar, em cada conflito, de quem são as consequências da decisão. O que o outro pensa de você é tarefa dele; o que você faz é tarefa sua. A proposta é parar de administrar a tarefa alheia, o que na prática significa aceitar desagradar.

A Coragem de Não Agradar é sobre psicologia adleriana?

É baseado nas ideias de Alfred Adler, contemporâneo de Freud e bem menos lido. Mas é Adler filtrado e simplificado pelos autores japoneses — quem quiser a fonte precisa ir aos textos do próprio Adler, que são bem mais áridos.

Quantas páginas tem A Coragem de Não Agradar?

São 272 páginas na edição da Sextante. O formato de diálogo faz a leitura correr rápido, e o livro é dividido em cinco noites de conversa.

A Coragem de Não Agradar tem continuação?

Tem: A Coragem de Ser Feliz, dos mesmos autores, que continua o diálogo alguns anos depois e trata de educação e relações. É mais fraco que o primeiro e não é necessário.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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