A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector, recebe nota 8.7/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 7ª posição em Livros de Clarice Lispector: Os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem quer conhecer a Clarice fora da literatura, e descobrir que ela é engraçada, e não é indicado para quem vai tentar ler as 624 páginas de uma vez — não funciona assim. A edição que eu recomendo é a da Rocco — edição comemorativa, com 624 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Reúne as crônicas que Clarice publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, escrevendo semanalmente sobre táxi, empregada doméstica, filhos, insônia, cachorro e o que mais aparecesse na semana.

  • Autor: Clarice Lispector
  • Publicado em: 1984
  • Gênero: Crônicas
  • Edição indicada: Rocco — edição comemorativa
  • Páginas: 624 páginas
  • Nota do Léo: 8.7 de 10
  • Na Amazon: 4,9 de 5, em 606 avaliações de leitores

A leitura de A Descoberta do Mundo

A Descoberta do Mundo é o meu favorito escondido da Clarice Lispector. Todo mundo indica os romances e ninguém indica as crônicas, o que é uma pena, porque é aqui que ela é engraçada.

São as crônicas semanais que ela publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, sobre táxi, empregada doméstica, filhos, insônia, cachorro e o que mais aparecesse. É a Clarice sem armadura: escrevendo com prazo, sobre o que der, e às vezes reclamando disso na própria crônica. Tem uma sobre não conseguir escrever a crônica da semana que é melhor que a crônica semanal da maioria dos outros.

São 624 páginas e a leitura corrida cansa — leia três por vez, nunca trinta. Sendo escrita semanal sob pressão, o nível oscila muito, e várias referências são datadas ao Rio dos anos 1960 e 70. A nota 4,9 é a mais alta entre os livros dela.

Prós e contras de A Descoberta do Mundo

✅ Prós

  • Maior nota da Amazon entre todos os livros dela nesta lista: 4,9 de 5
  • É a Clarice sem armadura: escrevendo com prazo, sobre o que der, e às vezes reclamando disso
  • Texto de jornal, então cada crônica tem duas ou três páginas — leitura fatiada perfeita
  • Mostra o humor dela, que quase não aparece nos romances e é ótimo

⚠️ Contras

  • 624 páginas de crônicas seguidas cansam se você tentar ler como livro corrido
  • Sendo escrita semanal sob pressão, o nível oscila muito de uma crônica para a outra
  • Várias referências são datadas ao Rio dos anos 1960 e 70 e pedem contexto

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer conhecer a Clarice fora da literatura, e descobrir que ela é engraçada.
  • Pule se você for: quem vai tentar ler as 624 páginas de uma vez — não funciona assim.

Vale a pena ler A Descoberta do Mundo? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.7/10

Recomendo, e é o meu favorito escondido dela. Todo mundo indica os romances e ninguém indica as crônicas, o que é uma pena, porque é aqui que ela é engraçada. Tem uma sobre não conseguir escrever a crônica da semana que é melhor que a maioria das crônicas da semana de qualquer outro. Leia três por vez, nunca trinta.

A Descoberta do Mundo — Rocco

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 7ª posição em Livros de Clarice Lispector: Os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre A Descoberta do Mundo

A Descoberta do Mundo vale a pena?

Vale, e é o livro mais bem avaliado da Clarice: nota 4,9 com 606 avaliações. São as crônicas semanais dela no Jornal do Brasil — a autora sem armadura, e é aqui que aparece o humor que quase não existe nos romances.

Quantas páginas tem A Descoberta do Mundo?

São 624 páginas na edição comemorativa da Rocco, reunindo as crônicas publicadas entre 1967 e 1973. Cada texto tem duas ou três páginas.

Como ler A Descoberta do Mundo?

Em pequenas doses: três crônicas por vez, nunca trinta. Foi escrita semanalmente e não foi feita para leitura contínua — de enfiada, a oscilação de nível fica evidente.

As crônicas são de que época?

De 1967 a 1973, publicadas semanalmente no Jornal do Brasil. Várias referências são datadas ao Rio daquele período e pedem algum contexto, embora a maioria dos textos funcione sozinha.

É um bom primeiro livro da Clarice?

É uma entrada pouco convencional e surpreendentemente boa: mostra o lado engraçado e cotidiano dela antes da densidade dos romances. Se você quer o caminho clássico, comece por A Hora da Estrela.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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