A República, de Platão: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A República, de Platão, recebe nota 7.8/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 10ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar. É indicado para quem já leu a Apologia e quer encarar o texto fundador da filosofia política, e não é indicado para quem está começando em filosofia — a extensão e as digressões derrubam. A edição que eu recomendo é a da Principis — edição digital, com não informado pela editora.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Sócrates e um grupo de atenienses discutem o que é justiça e acabam projetando uma cidade ideal inteira para responder. É o diálogo mais longo e mais influente de Platão, e contém a alegoria da caverna.

  • Autor: Platão
  • Publicado em: -375
  • Gênero: Filosofia política
  • Edição indicada: Principis — edição digital
  • Páginas: não informado pela editora
  • Nota do Léo: 7.8 de 10
  • Na Amazon: 4,8 de 5, em 916 avaliações de leitores

A leitura de A República

A República é fundamental e é difícil — não pelo vocabulário, mas pela extensão e pelas digressões. A alegoria da caverna, que todo mundo cita, ocupa três páginas de um livro de centenas, e muita gente compra esperando que ela seja o assunto.

O que o livro faz é partir de uma pergunta — o que é justiça — e, para respondê-la, projetar uma cidade inteira. É a fundação da filosofia política ocidental: todo debate posterior sobre Estado, educação e governo responde a ele, concordando ou não. E o formato de diálogo mantém o texto mais vivo que um tratado.

Duas coisas incomodam o leitor de hoje. Vários livros internos se perdem em digressões sobre música, ginástica e a formação dos guardiões. E a cidade ideal proposta é abertamente autoritária — censura à poesia, castas, controle da reprodução —, o que é chocante e é parte do que torna a leitura interessante. A edição mais vendida é digital, sem o aparato de notas que um texto desses pede.

Prós e contras de A República

✅ Prós

  • Contém a alegoria da caverna, a imagem mais reutilizada da história da filosofia
  • É a fundação da filosofia política ocidental — todo debate posterior responde a ele
  • O formato de diálogo torna o texto mais vivo que um tratado

⚠️ Contras

  • É longo e denso, e vários livros internos se perdem em digressões sobre música e ginástica
  • A cidade ideal proposta é abertamente autoritária, o que choca o leitor moderno
  • A edição mais lida no Brasil é digital, sem o aparato de notas que um texto desses pede

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu a Apologia e quer encarar o texto fundador da filosofia política.
  • Pule se você for: quem está começando em filosofia — a extensão e as digressões derrubam.

Vale a pena ler A República? O veredito

O veredito do Léo · nota 7.8/10

Recomendo por último, e só depois de Apologia de Sócrates. A República é fundamental e é difícil — não pelo vocabulário, mas pela extensão e pelas digressões. A alegoria da caverna, que todo mundo cita, ocupa três páginas de um livro de centenas. Vale chegar lá, mas não como primeira leitura de filosofia.

A República — Principis

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Este livro ocupa a 10ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar.

Perguntas frequentes sobre A República

A República vale a pena?

Vale, mas por último e depois da Apologia de Sócrates: nota 4,8 com 916 avaliações. É a fundação da filosofia política ocidental. A alegoria da caverna, que todo mundo cita, ocupa só três páginas — o resto é longo e cheio de digressões.

Onde está a alegoria da caverna?

No livro VII, e ocupa poucas páginas do conjunto. É a imagem mais reutilizada da história da filosofia: prisioneiros que tomam sombras por realidade e o que acontece com quem sai e volta para contar.

A República é difícil de ler?

Não pelo vocabulário, e sim pela extensão e pelas digressões — capítulos inteiros sobre música, ginástica e educação dos guardiões. Uma edição com notas e introdução ajuda muito a não se perder.

A cidade ideal de Platão é autoritária?

É, abertamente: prevê censura à poesia, divisão em castas, controle da reprodução e governo de uma elite filosófica. Isso choca o leitor moderno, e o choque é parte do que torna a leitura produtiva — o livro é o começo de um debate, não o fim dele.

Por onde começar a ler Platão?

Pela Apologia de Sócrates, que tem 80 páginas e é um discurso com tensão real. Os diálogos curtos vêm depois. A República é o passo final, e o mais exigente.

Resenha revisada em 21/09/2026 por Léo Rezende.

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