A Tempestade, de William Shakespeare: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Próspero, duque deposto, vive há doze anos numa ilha com a filha e dois servos — um espírito e um nativo escravizado. Quando o navio dos inimigos passa perto, ele provoca uma tempestade e traz todos para terra.
- Autor: William Shakespeare
- Publicado em: 1611
- Gênero: Comédia dramática
- Edição indicada: L&PM Pocket
- Páginas: 128 páginas
- Nota do Léo: 8.3 de 10
- Na Amazon: 4,5 de 5, em 691 avaliações de leitores
A leitura de A Tempestade
A Tempestade é o Shakespeare se despedindo. É a última peça que ele escreveu sozinho, e o discurso final do Próspero renunciando à magia e pedindo o aplauso do público é difícil de não ler como o autor largando a pena.
A tensão dramática é baixa de propósito: o Próspero controla tudo o tempo todo, sabe de tudo, planejou tudo. O interesse está em outro lugar — principalmente no Caliban, o nativo escravizado que a peça trata como monstro e que o leitor de hoje enxerga de outro jeito. A leitura pós-colonial desta peça é riquíssima, e ela é um dos personagens mais debatidos da literatura.
São 128 páginas em edição de bolso barata, com trama contida numa única ilha e num único dia. A nota 4,5 é a mais baixa entre as peças dele que eu recomendo, e a edição sem notas atrapalha — a peça tem passagens que pedem contexto.
Prós e contras de A Tempestade
✅ Prós
- É a última peça que Shakespeare escreveu sozinho, e se lê como despedida do teatro
- 128 páginas em edição de bolso barata, fácil de carregar
- Caliban é um dos personagens mais debatidos da literatura, e a leitura pós-colonial da peça é riquíssima
- 691 avaliações e uma trama contida, numa única ilha, num único dia
⚠️ Contras
- Menor nota da lista junto com Sonho de uma Noite de Verão: 4,5
- Próspero controla tudo o tempo todo, o que reduz muito a tensão dramática
- A edição de bolso não traz notas, e a peça tem passagens que pedem contexto
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem já leu as principais peças e quer fechar o ciclo pela última que ele escreveu sozinho.
- Pule se você for: quem quer tensão dramática — o protagonista controla tudo o tempo todo.
Vale a pena ler A Tempestade? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.3/10
Recomendo para quem já leu as principais e quer fechar o ciclo. A Tempestade é o Shakespeare se despedindo, e o discurso final do Próspero renunciando à magia é difícil de não ler como o autor largando a pena. A tensão dramática é baixa de propósito. O interesse está em outro lugar — principalmente em Caliban, que a peça trata como monstro e o leitor de hoje enxerga de outro jeito.
A Tempestade — L&PM Pocket
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 8ª posição em Livros de Shakespeare: as 10 Melhores Peças para Começar.
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Perguntas frequentes sobre A Tempestade
A Tempestade vale a pena?
Quantas páginas tem A Tempestade?
Quem é Caliban?
A Tempestade foi a última peça de Shakespeare?
Qual peça do Shakespeare ler primeiro?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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