Agosto, de Rubem Fonseca: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Agosto, de Rubem Fonseca, recebe nota 8.9/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 7ª posição em Os 10 Melhores Livros Policiais de Todos os Tempos. É indicado para quem quer o melhor romance policial brasileiro, e não é indicado para quem se incomoda com violência explícita e visão de mundo sombria. A edição que eu recomendo é a da Nova Fronteira — edição digital, com 390 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Agosto de 1954: um empresário é assassinado no Rio enquanto o país caminha para o suicídio de Getúlio Vargas. Um delegado investiga o crime e esbarra na política, no jornalismo e no Catete.

  • Autor: Rubem Fonseca
  • Publicado em: 1990
  • Gênero: Policial
  • Edição indicada: Nova Fronteira — edição digital
  • Páginas: 390 páginas
  • Nota do Léo: 8.9 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 702 avaliações de leitores

A leitura de Agosto

Agosto faz o que quase nenhum policial brasileiro consegue: usa um crime para radiografar um país inteiro num mês específico. Agosto de 1954, o Rio, um empresário assassinado, e ao fundo a crise que terminaria com o suicídio de Getúlio Vargas.

A prosa do Rubem Fonseca é seca de um jeito que faz o Chandler parecer prolixo, e o diálogo é de primeira — ele escreve fala como ninguém na literatura brasileira. A reconstrução do Rio de 1954, com a política real de fundo, é impecável.

Funciona como policial e como romance histórico ao mesmo tempo, o que é raro. A violência é explícita e a visão de mundo do autor é sombria em cada página. Exige alguma noção da crise de 1954 para a trama política render tudo. Só 702 avaliações e a edição mais acessível é digital — é o mais subestimado do gênero por aqui.

Prós e contras de Agosto

✅ Prós

  • É o melhor romance policial brasileiro, e a concorrência não chega perto
  • A ambientação no Rio de 1954, com a crise política real de fundo, é impecavelmente reconstruída
  • 390 páginas com prosa seca e diálogo de primeira — Rubem Fonseca escreve como ninguém
  • Funciona como policial e como romance histórico ao mesmo tempo

⚠️ Contras

  • Só 702 avaliações: é pouco lido para o que é, e a edição mais acessível é digital
  • A violência é explícita e a visão de mundo do autor é sombria em cada página
  • Exige alguma noção da crise de 1954 para a trama política render tudo

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o melhor romance policial brasileiro.
  • Pule se você for: quem se incomoda com violência explícita e visão de mundo sombria.

Vale a pena ler Agosto? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.9/10

Recomendo como o melhor policial nacional, e é o mais subestimado desta lista. Agosto faz o que quase nenhum policial brasileiro consegue: usa um crime para radiografar um país inteiro num mês específico. A prosa do Rubem Fonseca é seca de um jeito que faz o Chandler parecer prolixo.

Agosto — Nova Fronteira

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 7ª posição em Os 10 Melhores Livros Policiais de Todos os Tempos.

Perguntas frequentes sobre Agosto

Agosto vale a pena?

Vale, e é o melhor romance policial brasileiro: 702 avaliações com média 4,6 em 390 páginas. Usa um crime para radiografar o país no mês do suicídio de Getúlio Vargas, com a prosa mais seca da literatura brasileira.

Quantas páginas tem Agosto?

São 390 páginas na edição digital da Nova Fronteira, que é a mais acessível hoje.

Agosto é baseado em fatos reais?

O pano de fundo é: a crise política de agosto de 1954, o atentado da rua Tonelero e o suicídio de Getúlio Vargas. O crime investigado e os personagens principais são ficcionais, montados sobre esse contexto.

Precisa conhecer a história de 1954?

Ajuda bastante. A trama política corre em paralelo à investigação, e quem não tem noção da crise perde parte do efeito. Uma leitura rápida sobre o período antes de começar rende muito.

Por onde começar a ler Rubem Fonseca?

Pelos contos, se você quer o formato curto — Feliz Ano Novo é a coletânea mais conhecida. Agosto é o melhor romance dele e a melhor porta de entrada em formato longo.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.

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