Circe, de Madeline Miller: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
A feiticeira que aparece por um episódio na Odisseia ganha a vida inteira: filha do Sol, exilada numa ilha por séculos, atravessando encontros com Dédalo, o Minotauro, Medeia e, por fim, Odisseu.
- Autor: Madeline Miller
- Publicado em: 2018
- Gênero: Ficção histórica
- Edição indicada: Planeta Minotauro — edição digital
- Páginas: 482 páginas
- Nota do Léo: 8.7 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 3.427 avaliações de leitores
A leitura de Circe
Circe é mais ambicioso e menos comovente que A Canção de Aquiles: em vez de uma história, é uma vida inteira, com os altos e baixos que isso implica. A feiticeira que aparece por um episódio na Odisseia ganha séculos de biografia.
O trunfo é o fio condutor. A Madeline Miller costura mitos que os manuais tratam em um parágrafo — Dédalo, o Minotauro, Medeia, Prometeu — numa única linha de vida, e o resultado dá contexto a dezenas de histórias secundárias que você conhecia soltas.
A releitura do episódio com Odisseu, agora do ponto de vista dela, é excelente e reorganiza a Odisseia na sua cabeça. O ritmo é bem mais lento — séculos passam em poucas páginas — e a estrutura episódica faz o meio das 482 páginas perder impulso. Fica abaixo de A Canção de Aquiles por pouco.
Prós e contras de Circe
✅ Prós
- 3.427 avaliações com média 4,7 e a mesma prosa cuidada de A Canção de Aquiles
- Funciona como fio condutor: costura vários mitos diferentes numa única biografia
- 482 páginas com uma protagonista construída ao longo de séculos, coisa rara em qualquer gênero
- Dá contexto para dezenas de mitos secundários que os manuais tratam em um parágrafo
⚠️ Contras
- O ritmo é bem mais lento que o de A Canção de Aquiles — séculos passam em poucas páginas
- A estrutura episódica faz o meio do livro perder impulso
- Quem chegou pela emoção do livro anterior costuma achar este frio na comparação
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer a mitologia contada por quem sempre foi coadjuvante, com prosa cuidada.
- Pule se você for: quem chegou pela emoção de A Canção de Aquiles — este é mais frio na comparação.
Vale a pena ler Circe? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.7/10
Recomendo, e ponho abaixo de A Canção de Aquiles por pouco. Circe é mais ambicioso e menos comovente: em vez de uma história, é uma vida inteira, com os altos e baixos que isso implica. A releitura do episódio com Odisseu, agora do ponto de vista dela, é excelente e reorganiza a Odisseia na sua cabeça.
Circe — Planeta Minotauro
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Perguntas frequentes sobre Circe
Circe vale a pena?
Circe ou A Canção de Aquiles?
Preciso conhecer a Odisseia antes?
Quantas páginas tem Circe?
Circe é bom para quem não conhece mitologia grega?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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