Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, recebe nota 9.2/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 3ª posição em Os 10 Melhores Livros de Distopia para Ler em 2026. É indicado para quem quer a distopia mais bem escrita que existe e aceita atravessar trechos muito duros, e não é indicado para quem não vai passar da pontuação — sem travessão, com diálogo dentro do parágrafo. A edição que eu recomendo é a da Companhia das Letras — nova edição, com 312 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Uma epidemia de cegueira branca se espalha por uma cidade sem nome. Os primeiros infectados são internados num manicômio desativado e abandonados lá. Uma mulher enxerga e finge estar cega para acompanhar o marido.

  • Autor: José Saramago
  • Publicado em: 1995
  • Gênero: Distopia
  • Edição indicada: Companhia das Letras — nova edição
  • Páginas: 312 páginas
  • Nota do Léo: 9.2 de 10
  • Na Amazon: 4,8 de 5, em 11.439 avaliações de leitores

A leitura de Ensaio sobre a Cegueira

Ensaio sobre a Cegueira é o melhor escrito de todas as distopias, e a comparação nem é próxima. O Saramago ganhou o Nobel três anos depois de publicá-lo, e a prosa aqui é o motivo. Nenhum personagem tem nome — são o médico, a mulher do médico, o velho da venda preta — e essa escolha sustenta o livro inteiro.

É também o mais brutal, e o aviso precisa vir antes de qualquer elogio: as cenas dentro do manicômio incluem violência sexual descrita sem eufemismo e são muito difíceis de ler. Não estão ali por gratuidade — o livro é um estudo sobre o que resta quando a estrutura social desaparece — mas isso não as torna mais fáceis de atravessar.

A pontuação trava muita gente nas primeiras páginas: não há travessão, os diálogos correm dentro do parágrafo separados só por vírgula e maiúscula. Passada a estranheza, que leva umas vinte páginas, é uma das melhores coisas que eu já li. Escolha o momento.

Prós e contras de Ensaio sobre a Cegueira

✅ Prós

  • Maior nota desta lista junto com 1984 e Jogos Vorazes: 4,8, com 11.439 avaliações
  • É a melhor prosa desta lista — Saramago ganhou o Nobel três anos depois de publicá-lo
  • Nenhum personagem tem nome, e essa escolha sustenta o livro inteiro
  • 312 páginas de um estudo sobre desmoronamento social que não precisa de nenhum aparato de ficção científica

⚠️ Contras

  • A pontuação do Saramago — sem travessão, com diálogos dentro do parágrafo — trava muita gente nas primeiras páginas
  • As cenas dentro do manicômio incluem violência sexual descrita sem eufemismo, e são muito difíceis de ler
  • É o mais brutal desta lista, e não dá nenhuma trégua no terço central

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer a distopia mais bem escrita que existe e aceita atravessar trechos muito duros.
  • Pule se você for: quem não vai passar da pontuação — sem travessão, com diálogo dentro do parágrafo.

Vale a pena ler Ensaio sobre a Cegueira? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.2/10

Recomendo como o melhor escrito da lista, com um aviso sério. O Ensaio sobre a Cegueira tem trechos de violência, inclusive sexual, que são duros de atravessar — e não estão ali por gratuidade, mas isso não os torna mais fáceis. Passada a estranheza da pontuação, é uma das melhores coisas que eu já li. Escolha o momento.

Ensaio sobre a Cegueira — Companhia das Letras

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Continue pelo ranking

Este livro ocupa a 3ª posição em Os 10 Melhores Livros de Distopia para Ler em 2026.

  • ⬅ Anterior no ranking: O Conto da Aia, de Margaret Atwood (nota 9.4)
  • ➡ Próximo no ranking: Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (nota 9.1)

Perguntas frequentes sobre Ensaio sobre a Cegueira

Ensaio sobre a Cegueira vale a pena?

Vale, e é a distopia mais bem escrita que existe: 11.439 avaliações com média 4,8, de um autor que ganhou o Nobel três anos depois. O aviso é sério — há violência, inclusive sexual, descrita sem eufemismo, e o livro não dá trégua no terço central.

Por que Ensaio sobre a Cegueira não tem travessão?

É a marca de estilo do Saramago: os diálogos correm dentro do parágrafo, separados apenas por vírgula e letra maiúscula. Trava a leitura nas primeiras páginas e depois desaparece — em vinte páginas a maioria dos leitores já não percebe.

Ensaio sobre a Cegueira é muito pesado?

É o mais brutal das grandes distopias. As cenas dentro do manicômio, incluindo violência sexual, são descritas de forma direta. Não são gratuitas dentro do projeto do livro, mas exigem que você escolha o momento de ler.

Quantas páginas tem Ensaio sobre a Cegueira?

São 312 páginas na nova edição da Companhia das Letras. A leitura é mais lenta que o número sugere, por causa da pontuação e da densidade.

Ensaio sobre a Cegueira tem continuação?

Tem: Ensaio sobre a Lucidez, publicado em 2004, retoma a mesma cidade anos depois com uma premissa política diferente. É independente na prática — dá para ler sozinho, embora ganhe com o primeiro.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.

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