Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Uma epidemia de cegueira branca se espalha por uma cidade sem nome. Os primeiros infectados são internados num manicômio desativado e abandonados lá. Uma mulher enxerga e finge estar cega para acompanhar o marido.
- Autor: José Saramago
- Publicado em: 1995
- Gênero: Distopia
- Edição indicada: Companhia das Letras — nova edição
- Páginas: 312 páginas
- Nota do Léo: 9.2 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 11.439 avaliações de leitores
A leitura de Ensaio sobre a Cegueira
Ensaio sobre a Cegueira é o melhor escrito de todas as distopias, e a comparação nem é próxima. O Saramago ganhou o Nobel três anos depois de publicá-lo, e a prosa aqui é o motivo. Nenhum personagem tem nome — são o médico, a mulher do médico, o velho da venda preta — e essa escolha sustenta o livro inteiro.
É também o mais brutal, e o aviso precisa vir antes de qualquer elogio: as cenas dentro do manicômio incluem violência sexual descrita sem eufemismo e são muito difíceis de ler. Não estão ali por gratuidade — o livro é um estudo sobre o que resta quando a estrutura social desaparece — mas isso não as torna mais fáceis de atravessar.
A pontuação trava muita gente nas primeiras páginas: não há travessão, os diálogos correm dentro do parágrafo separados só por vírgula e maiúscula. Passada a estranheza, que leva umas vinte páginas, é uma das melhores coisas que eu já li. Escolha o momento.
Prós e contras de Ensaio sobre a Cegueira
✅ Prós
- Maior nota desta lista junto com 1984 e Jogos Vorazes: 4,8, com 11.439 avaliações
- É a melhor prosa desta lista — Saramago ganhou o Nobel três anos depois de publicá-lo
- Nenhum personagem tem nome, e essa escolha sustenta o livro inteiro
- 312 páginas de um estudo sobre desmoronamento social que não precisa de nenhum aparato de ficção científica
⚠️ Contras
- A pontuação do Saramago — sem travessão, com diálogos dentro do parágrafo — trava muita gente nas primeiras páginas
- As cenas dentro do manicômio incluem violência sexual descrita sem eufemismo, e são muito difíceis de ler
- É o mais brutal desta lista, e não dá nenhuma trégua no terço central
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer a distopia mais bem escrita que existe e aceita atravessar trechos muito duros.
- Pule se você for: quem não vai passar da pontuação — sem travessão, com diálogo dentro do parágrafo.
Vale a pena ler Ensaio sobre a Cegueira? O veredito
O veredito do Léo · nota 9.2/10
Recomendo como o melhor escrito da lista, com um aviso sério. O Ensaio sobre a Cegueira tem trechos de violência, inclusive sexual, que são duros de atravessar — e não estão ali por gratuidade, mas isso não os torna mais fáceis. Passada a estranheza da pontuação, é uma das melhores coisas que eu já li. Escolha o momento.
Ensaio sobre a Cegueira — Companhia das Letras
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 3ª posição em Os 10 Melhores Livros de Distopia para Ler em 2026.
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Perguntas frequentes sobre Ensaio sobre a Cegueira
Ensaio sobre a Cegueira vale a pena?
Por que Ensaio sobre a Cegueira não tem travessão?
Ensaio sobre a Cegueira é muito pesado?
Quantas páginas tem Ensaio sobre a Cegueira?
Ensaio sobre a Cegueira tem continuação?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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