Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, recebe nota 9.0/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 3ª posição em Os 9 Melhores Livros de Vampiros de Todos os Tempos. É indicado para quem quer o livro que reinventou o vampiro no século XX, e não é indicado para quem não entra num tom melodramático — a prosa é carregada de propósito. A edição que eu recomendo é a da Rocco — capa dura, com 320 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Louis conta a própria história a um repórter: como foi transformado em vampiro por Lestat, os dois séculos seguintes e a menina que os dois transformaram e que nunca cresceu. É o vampiro contado de dentro, pela primeira vez.

  • Autor: Anne Rice
  • Publicado em: 1976
  • Gênero: Terror
  • Edição indicada: Rocco — capa dura
  • Páginas: 320 páginas
  • Nota do Léo: 9.0 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 3.106 avaliações de leitores

A leitura de Entrevista com o Vampiro

Antes de Entrevista com o Vampiro, o vampiro era monstro; depois dela, virou personagem com culpa e biografia. Tudo o que veio depois — inclusive Crepúsculo — deve isso à Anne Rice. O Louis é um narrador atormentado que odeia o que se tornou, e isso era completamente novo em 1976.

A Claudia é a melhor criação do livro e a mais perturbadora: uma criança transformada em vampira, presa para sempre num corpo de cinco anos com uma mente que envelhece. A ideia é cruel e a autora não recua dela.

A prosa é sensorial, densa e melodramática, muito acima do padrão do gênero — e quem não entra no tom desiste rápido. Longos trechos de lamento existencial travam o ritmo. É o primeiro de uma série longa que cai bastante de qualidade nos volumes finais; este se basta sozinho.

Prós e contras de Entrevista com o Vampiro

✅ Prós

  • 3.106 avaliações e é o livro que tirou o vampiro do monstro e o transformou em personagem trágico
  • Louis é um narrador atormentado e culpado, o que era completamente novo em 1976
  • 320 páginas com prosa sensorial e densa, muito acima do padrão do gênero
  • Claudia, a criança vampira presa num corpo que não envelhece, é a melhor ideia do livro

⚠️ Contras

  • A prosa é carregada e melodramática, e quem não entra no tom desiste rápido
  • Longos trechos de lamento existencial travam o ritmo
  • É o primeiro de uma série longa que cai bastante de qualidade nos volumes finais

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o livro que reinventou o vampiro no século XX.
  • Pule se você for: quem não entra num tom melodramático — a prosa é carregada de propósito.

Vale a pena ler Entrevista com o Vampiro? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.0/10

Recomendo como o livro que reinventou o gênero. Antes da Entrevista com o Vampiro, o vampiro era monstro; depois dela, virou personagem com culpa e biografia — e tudo que veio depois, inclusive Crepúsculo, deve isso à Anne Rice. A Claudia é a melhor criação dela, e a mais perturbadora.

Entrevista com o Vampiro — Rocco

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 3ª posição em Os 9 Melhores Livros de Vampiros de Todos os Tempos.

Perguntas frequentes sobre Entrevista com o Vampiro

Entrevista com o Vampiro vale a pena?

Vale, e é o livro que reinventou o gênero: 3.106 avaliações com média 4,7. Foi o primeiro a contar a história de dentro, com um vampiro atormentado pela culpa. A prosa é carregada e melodramática, e quem não entra no tom desiste rápido.

Quantas páginas tem Entrevista com o Vampiro?

São 320 páginas na edição em capa dura da Rocco. A leitura é mais lenta que o número sugere, por causa da densidade da prosa.

Qual a ordem dos livros das Crônicas Vampirescas?

Entrevista com o Vampiro é o primeiro, seguido de O Vampiro Lestat e A Rainha dos Condenados, que formam o núcleo da série. Os volumes posteriores caem bastante — este se basta sozinho.

Entrevista com o Vampiro é assustador?

Não no sentido de sustos. É terror melancólico, sobre culpa, tempo e imortalidade como condenação. O que perturba de verdade é a Claudia, criança presa para sempre num corpo que não cresce.

O livro é diferente do filme?

A adaptação de 1994 é bastante fiel na estrutura e nos personagens, com a autora participando do roteiro. O livro entrega muito mais do interior do Louis e do peso existencial que o filme resume.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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