Maus, de Art Spiegelman: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Art Spiegelman entrevista o próprio pai, sobrevivente de Auschwitz, e transforma o relato em quadrinhos — judeus desenhados como ratos, nazistas como gatos. Metade do livro é sobre a relação difícil entre pai e filho no presente.
- Autor: Art Spiegelman
- Publicado em: 1991
- Gênero: Graphic novel / Testemunho
- Edição indicada: Quadrinhos na Cia — edição completa
- Páginas: 296 páginas
- Nota do Léo: 9.5 de 10
- Na Amazon: 4,9 de 5, em 12.638 avaliações de leitores
A leitura de Maus
Maus faz uma coisa que quase ninguém tentou: mostra o custo do Holocausto uma geração depois. Metade do livro é o relato do pai sobrevivente de Auschwitz; a outra metade é o filho brigando com esse pai enquanto grava as entrevistas, e ela é tão boa quanto a primeira.
O que mais me impressiona é a recusa em santificar o sobrevivente. O Vladek é retratado como difícil, mesquinho, controlador — e o livro não sugere em nenhum momento que o que ele viveu explica ou desculpa isso. Essa honestidade é rara em qualquer testemunho, e é o que faz o Pulitzer não ter sido cortesia.
A escolha de desenhar judeus como ratos e nazistas como gatos é discutida até hoje, inclusive por quem admira o livro — e o próprio Spiegelman complica essa escolha ao longo da obra. O traço é áspero de propósito e o preto e branco não agrada todo leitor. É a porta de entrada que eu daria para um adolescente.
Prós e contras de Maus
✅ Prós
- Maior nota desta lista: 4,9 com 12.638 avaliações, e é o mais avaliado aqui
- Único quadrinho a ganhar o Prêmio Pulitzer, e a escolha do formato é o que o torna suportável
- A metade sobre o presente — o filho brigando com o pai enquanto grava as entrevistas — é tão boa quanto a do campo
- Recusa a santificar o sobrevivente: o pai é retratado como difícil, mesquinho e humano
⚠️ Contras
- A escolha de desenhar povos como espécies diferentes é discutida até hoje, inclusive por quem admira o livro
- 296 páginas em preto e branco, com traço propositalmente áspero, que não agrada todo leitor
- Quem espera só o relato histórico vai encontrar metade do livro sobre uma família em Nova York
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer o relato mais original sobre o Holocausto, e quem quer apresentar o assunto a um adolescente.
- Pule se você for: quem procura só o relato histórico — metade do livro se passa numa família em Nova York.
Vale a pena ler Maus? O veredito
O veredito do Léo · nota 9.5/10
Recomendo com entusiasmo, e é o mais original desta lista. O Maus faz uma coisa que quase ninguém tentou: mostra o custo do Holocausto uma geração depois, no filho que não consegue conviver com o pai que sobreviveu. O Pulitzer não foi cortesia. É a porta de entrada que eu daria para um adolescente.
Maus — Quadrinhos na Cia
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 2ª posição em Os 10 Melhores Livros sobre o Holocausto (Testemunho e Ficção).
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Perguntas frequentes sobre Maus
Maus vale a pena?
Maus é indicado para adolescentes?
Quantas páginas tem Maus?
Por que os personagens de Maus são animais?
Maus é baseado em fatos reais?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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