Nós, de Ievguêni Zamiátin: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Nós, de Ievguêni Zamiátin, recebe nota 8.5/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 8ª posição em Os 10 Melhores Livros de Distopia para Ler em 2026. É indicado para quem já leu as três distopias clássicas e quer a origem delas, e não é indicado para quem está começando no gênero — a prosa é a mais difícil de todas. A edição que eu recomendo é a da Aleph — edição digital, com 330 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

No Estado Único, as pessoas têm números em vez de nomes, moram em apartamentos de vidro e vivem por uma tabela de horários que rege até o sexo. D-503 é engenheiro e escreve um diário que começa devoto e vai se rachando.

  • Autor: Ievguêni Zamiátin
  • Publicado em: 1924
  • Gênero: Distopia
  • Edição indicada: Aleph — edição digital
  • Páginas: 330 páginas
  • Nota do Léo: 8.5 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 3.074 avaliações de leitores

A leitura de Nós

Nós é o avô de todas as distopias. Escrito em 1924, antes de Admirável Mundo Novo e de 1984, foi o primeiro livro proibido pela censura soviética — o que diz bastante sobre a pontaria dele. E ler depois do Orwell é impressionante: dá para ver de onde ele tirou várias coisas, e ele mesmo resenhou o livro pouco antes de escrever o dele.

O Estado Único é tudo o que veio depois em forma embrionária: números em vez de nomes, apartamentos de vidro, uma tabela de horários que rege até o sexo. E a estrutura de diário — o D-503 começa devoto e vai se rachando ao longo das anotações — é o que dá ao livro a tensão que sustenta as 330 páginas.

A prosa é a mais difícil do gênero. O narrador é matemático e pensa por equações, escrevendo em imagens geométricas fragmentadas e febris. Exige alguma noção do contexto soviético dos anos 1920 para render tudo o que tem. Vale o esforço para quem já pegou o gosto.

Prós e contras de Nós

✅ Prós

  • É a distopia fundadora: escrita em 1924, antes de Admirável Mundo Novo e de 1984
  • Orwell leu e resenhou o livro pouco antes de escrever 1984, e a dívida é evidente
  • 3.074 avaliações e uma prosa fragmentada e febril que nenhuma distopia posterior tentou imitar
  • Foi o primeiro livro proibido pela censura soviética, o que diz bastante sobre a pontaria dele

⚠️ Contras

  • É o mais difícil de acompanhar: o narrador é matemático e escreve em imagens geométricas
  • Menor nota da lista junto com Divergente e Não Me Abandone Jamais: 4,6
  • Exige alguma noção do contexto soviético dos anos 1920 para render tudo o que tem

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu as três distopias clássicas e quer a origem delas.
  • Pule se você for: quem está começando no gênero — a prosa é a mais difícil de todas.

Vale a pena ler Nós? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.5/10

Recomendo para quem já leu as três clássicas e quer a origem delas. Nós é o avô de todas, e ler depois de 1984 é impressionante: dá para ver o Orwell tomando emprestado. A prosa é a mais difícil da lista — o narrador pensa por equações. Vale o esforço para quem já pegou o gosto do gênero.

Nós — Aleph

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Este livro ocupa a 8ª posição em Os 10 Melhores Livros de Distopia para Ler em 2026.

Perguntas frequentes sobre Nós

Nós vale a pena?

Vale para quem já leu as distopias clássicas: 3.074 avaliações com média 4,6. É a obra fundadora do gênero, de 1924, e ler depois de 1984 mostra claramente a dívida do Orwell. A prosa é a mais difícil do gênero — o narrador pensa por equações.

Nós influenciou 1984?

Orwell leu e resenhou o livro pouco antes de escrever 1984, e a semelhança de elementos é evidente: o Estado onipresente, o diário proibido, a vigilância total, a repressão do desejo individual. A dívida é amplamente reconhecida.

Quantas páginas tem Nós?

São 330 páginas na edição da Aleph. A leitura é lenta pela prosa fragmentada, não pelo tamanho.

Nós é difícil de ler?

É o mais difícil das distopias. O narrador é engenheiro e descreve tudo em imagens matemáticas e geométricas, com frases interrompidas que reproduzem a desorganização mental dele. Não é livro para começar no gênero.

Por onde começar nas distopias?

1984 ou Jogos Vorazes, dependendo do fôlego. Fahrenheit 451 é a mais curta das clássicas. Nós é o último passo, para quem quer ver de onde tudo veio.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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