Novembro, 9, de Colleen Hoover: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Novembro, 9, de Colleen Hoover, recebe nota 8.3/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 5ª posição em Livros de Colleen Hoover: Os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem gosta de premissa criativa e aceita que o desfecho pode não estar à altura dela, e não é indicado para quem detesta reviravolta que muda o julgamento moral de um personagem no último ato. A edição que eu recomendo é a da Galera Record, com 352 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Fallon e Ben se conhecem num 9 de novembro e combinam se reencontrar exatamente na mesma data, todo ano, sem nenhum contato entre um encontro e outro. O livro acompanha cinco desses dias.

  • Autor: Colleen Hoover
  • Publicado em: 2015
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Galera Record
  • Páginas: 352 páginas
  • Nota do Léo: 8.3 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 21.266 avaliações de leitores

A leitura de Novembro, 9

A premissa de Novembro, 9 é a mais criativa da bibliografia da Colleen Hoover: dois desconhecidos combinam se reencontrar exatamente na mesma data, todo ano, sem nenhum contato entre um encontro e outro. O livro acompanha cinco desses dias.

A estrutura é elegante e faz metade do trabalho sozinha. Cada capítulo tem começo, meio e fim próprios, e o intervalo de um ano entre eles cria uma expectativa que o leitor carrega junto com os personagens. O tema de cicatriz e autoimagem — a Fallon lida com marcas de queimadura — é tratado com mais cuidado do que se esperaria do gênero.

E aí vem o problema. Passei três quartos do livro achando que seria o meu segundo favorito dela. A reviravolta final é forçada, desfaz boa parte da simpatia construída pelo protagonista e me fez fechar o livro irritado. Some a isso a regra de não ter contato nenhum durante o ano inteiro, que é implausível para dois jovens com celular no bolso. Vale pela ideia e pelos quatro primeiros encontros.

Prós e contras de Novembro, 9

✅ Prós

  • A premissa é a mais criativa da bibliografia dela e sustenta o livro sozinha
  • Um encontro por ano é uma estrutura elegante: cada capítulo tem começo, meio e fim próprios
  • O tema de cicatriz e autoimagem é tratado com mais cuidado do que se esperaria
  • 352 páginas que passam rápido justamente pela estrutura fatiada

⚠️ Contras

  • A reviravolta final é forçada e desfaz boa parte da simpatia construída pelo protagonista
  • A regra de não ter nenhum contato durante o ano inteiro é implausível para dois jovens com celular

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem gosta de premissa criativa e aceita que o desfecho pode não estar à altura dela.
  • Pule se você for: quem detesta reviravolta que muda o julgamento moral de um personagem no último ato.

Vale a pena ler Novembro, 9? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.3/10

Recomendo com ressalva. Passei três quartos do livro achando que ia ser meu segundo favorito dela — a ideia dos encontros anuais é linda e ela executa bem. Aí veio a reviravolta do final e eu fechei o livro irritado. Vale pela premissa e pelos quatro primeiros encontros; só não construa expectativa demais pro último.

Novembro, 9 — Galera Record

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Este livro ocupa a 5ª posição em Livros de Colleen Hoover: Os 10 Melhores para Começar.

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Perguntas frequentes sobre Novembro, 9

Novembro, 9 vale a pena?

Vale pela premissa: 21.266 avaliações com média 4,7 e a ideia mais criativa da autora — um encontro por ano, sem contato entre eles. A ressalva é o desfecho: a reviravolta final é forçada e desagrada boa parte dos leitores, inclusive eu.

Quantas páginas tem Novembro, 9?

São 352 páginas na edição da Galera Record. A estrutura fatiada em cinco encontros faz a leitura passar rápido — dois ou três dias é o comum.

Novembro, 9 tem final feliz?

Tem final resolvido, mas ele passa por uma revelação que muda como você enxerga um dos protagonistas. Não é um final triste; é um final que divide, e uma parte considerável dos leitores sai insatisfeita com o caminho até ele.

Novembro, 9 é pesado?

Menos que os outros dela. Há um acidente com sequelas físicas e a discussão sobre autoimagem que vem disso, tratada com cuidado. Não tem violência doméstica nem os temas mais duros de É Assim que Acaba ou Verity.

Novembro, 9 ou É Assim que Acaba?

É Assim que Acaba é mais forte e mais importante, e é a porta de entrada usual na autora. Novembro, 9 é mais leve e mais criativo na estrutura. Se você quer o melhor dela, nenhum dos dois: vá em Verity.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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