A Arte de Viver, de Epicteto e Sharon Lebell: resenha, prós e contras
Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Uma reescrita moderna do Encheirídion feita por Sharon Lebell, que tirou as referências romanas e trocou por linguagem contemporânea. Não é tradução: é interpretação livre, e a própria autora diz isso.
- Autor: Epicteto e Sharon Lebell
- Publicado em: 1994
- Gênero: Filosofia estoica
- Edição indicada: Sextante — versão de Sharon Lebell, tradução de Maria Luiza Newlands da Silveira
- Páginas: 144 páginas
- Nota do Léo: 7.6 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 4.946 avaliações de leitores
A leitura de A Arte de Viver
A Arte de Viver é uma reescrita moderna do Encheirídion feita por Sharon Lebell, que tirou as referências romanas e trocou por linguagem contemporânea. Ela diz isso abertamente, e a capa não.
Como porta de entrada funciona muito bem. São 144 páginas sem nota de rodapé nenhuma, é o livro de estoicismo mais fácil de dar de presente, e a linguagem de hoje faz algumas máximas pousarem com uma clareza que a tradução literal não alcança.
O problema aparece quando alguém cita este livro como fonte primária, e acontece muito. Não é Epicteto: é Lebell lendo Epicteto — e a modernização apaga o contexto, o que custa caro num autor que nasceu escravo e escreveu para gente sem liberdade.
Prós e contras de A Arte de Viver
✅ Prós
- 144 páginas que qualquer pessoa termina num fim de semana, sem nota de rodapé nenhuma
- É o livro de estoicismo mais fácil de dar de presente — não intimida ninguém
- Quase 5 mil avaliações com média 4,8: funciona para o leitor comum, e isso conta
- A linguagem contemporânea faz algumas máximas pousarem com uma clareza que a tradução literal não alcança
⚠️ Contras
- Não é Epicteto, é Lebell lendo Epicteto — e quem cita este livro como fonte primária está citando errado
- A modernização apaga o contexto: sem a Roma escravista de fundo, várias passagens perdem o peso
- Sai caro por página se comparado às edições bilíngues, que custam metade
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer a ideia do Epicteto sem enfrentar a prosa do Epicteto.
- Pule se você for: quem quer o texto que Marco Aurélio leu — isto é reescrita, não tradução.
Vale a pena ler A Arte de Viver? O veredito
O veredito do Léo · nota 7.6/10
Recomendo com uma ressalva grande, e é por causa dela que a nota não passa de 7,6. Como porta de entrada é ótimo e já converteu muita gente ao estoicismo. Mas ele se apresenta com o nome do Epicteto na capa e entrega a Sharon Lebell — se você quer o texto que o Marco Aurélio leu, é o Manual de Epicteto que você procura, não este.
A Arte de Viver — Sextante
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 9ª posição em Os 10 Melhores Livros de Estoicismo para Começar.
- ⬅ Anterior no ranking: O Pequeno Manual Estoico, de Jonas Salzgeber (nota 8.2)
- ➡ Próximo no ranking: O Obstáculo É o Caminho, de Ryan Holiday (nota 7.4)
Perguntas frequentes sobre A Arte de Viver
A Arte de Viver vale a pena?
Quantas páginas tem A Arte de Viver?
A Arte de Viver é o mesmo livro que o Manual de Epicteto?
Posso citar A Arte de Viver num trabalho acadêmico?
Vale mais a pena comprar A Arte de Viver ou o Manual de Epicteto?
Resenha revisada em 09/09/2026 por Léo Rezende.
Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.

