A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, recebe nota 8.5/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros Infantis por Idade. É indicado para de 9 a 12 anos, e principalmente para ler junto com a criança, e não é indicado para criança que quer aventura — este é introspectivo e lento de propósito. A edição que eu recomendo é a da Casa Lygia Bojunga, com 104 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Raquel guarda numa bolsa amarela três vontades que precisa esconder da família: a vontade de crescer, a de ser menino e a de ser escritora. Dentro da bolsa, elas ganham vida e passam a discutir com ela.

  • Autor: Lygia Bojunga
  • Publicado em: 1976
  • Gênero: Infantojuvenil
  • Edição indicada: Casa Lygia Bojunga
  • Páginas: 104 páginas
  • Nota do Léo: 8.5 de 10
  • Na Amazon: 4,8 de 5, em 2.172 avaliações de leitores

A leitura de A Bolsa Amarela

A Lygia Bojunga escreve sobre uma menina que precisa esconder o que quer — e não resolve isso com uma lição no último capítulo. A Raquel guarda três vontades numa bolsa amarela: a de crescer, a de ser menino e a de ser escritora. Dentro da bolsa elas ganham vida e passam a discutir com ela.

A metáfora é simples o bastante para uma criança e rica o bastante para um adulto, e o livro trata de desejos reprimidos sem nenhum tom professoral. A autora é a única brasileira a ganhar o Hans Christian Andersen, o maior prêmio da literatura infantil do mundo, e dá para ver por quê.

Duas notas. A estrutura com objetos falantes e vontades personificadas confunde alguns leitores mais novos. E a vontade de 'ser menino' é tratada nos termos de 1976 — ali é sobre a liberdade que os meninos tinham e as meninas não —, o que hoje pede conversa junto. Reli adulto e achei mais corajoso do que lembrava.

Prós e contras de A Bolsa Amarela

✅ Prós

  • Escrito pela única brasileira a ganhar o Hans Christian Andersen, o maior prêmio da literatura infantil
  • 104 páginas que tratam de desejos reprimidos de uma menina sem nenhum tom professoral
  • A metáfora da bolsa é simples o bastante para uma criança e rica o bastante para um adulto
  • Nota 4,8 na Amazon com 2.172 avaliações

⚠️ Contras

  • A estrutura com objetos falantes e vontades personificadas confunde alguns leitores mais novos
  • A vontade de "ser menino" é tratada nos termos de 1976, e hoje pede conversa junto
  • É mais introspectivo que aventuresco: crianças que querem ação podem achar lento

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: de 9 a 12 anos, e principalmente para ler junto com a criança.
  • Pule se você for: criança que quer aventura — este é introspectivo e lento de propósito.

Vale a pena ler A Bolsa Amarela? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.5/10

Recomendo, e é o infantil brasileiro que eu mais gostaria que fosse mais lido. A Lygia Bojunga escreve sobre uma menina que precisa esconder o que quer — e não resolve isso com uma lição no último capítulo. Reli adulto e achei mais corajoso do que lembrava. Vale ler junto com a criança, porque rende conversa boa.

A Bolsa Amarela — Casa Lygia Bojunga

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Este livro ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros Infantis por Idade.

Perguntas frequentes sobre A Bolsa Amarela

A Bolsa Amarela vale a pena?

Vale, e é o infantil brasileiro que eu mais gostaria que fosse lido: nota 4,8 com 2.172 avaliações em 104 páginas. Trata de desejos reprimidos de uma menina sem tom professoral, e não resolve tudo com lição no fim.

A Bolsa Amarela é para que idade?

De 9 a 12 anos. É introspectivo e lento de propósito — criança que quer aventura pode achar arrastado. Funciona muito bem lido junto com um adulto, porque rende conversa.

Quantas páginas tem A Bolsa Amarela?

São 104 páginas na edição da Casa Lygia Bojunga. A leitura é rápida; o efeito, nem tanto.

Quais são as vontades da Raquel?

Crescer, ser menino e ser escritora. Ela guarda as três na bolsa amarela porque a família não as aceitaria — e dentro da bolsa elas ganham vida e passam a discutir com ela sobre o direito de existir.

Quem foi Lygia Bojunga?

Escritora brasileira e a única do país a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, a maior distinção da literatura infantil no mundo. A Bolsa Amarela é a obra dela mais lida no Brasil.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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