Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Alice segue um coelho branco de colete e relógio até uma toca e cai num mundo onde a lógica não funciona: chá que nunca termina, rainha que manda cortar cabeças, gato que some deixando o sorriso.
- Autor: Lewis Carroll
- Publicado em: 1865
- Gênero: Infantil / Fantasia
- Edição indicada: edição com texto integral
- Páginas: 128 páginas
- Nota do Léo: 8.7 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 6.473 avaliações de leitores
A leitura de Alice no País das Maravilhas
O livro é bem mais estranho e mais cruel que qualquer adaptação. A Rainha de Copas manda decapitar gente a cada duas páginas e ninguém acha isso demais; a Duquesa sacode um bebê que vira porco. Quem só conhece o desenho da Disney estranha — o texto é bem mais seco e menos açucarado.
O que me impressionou ao reler foi a lógica. O Lewis Carroll era professor de matemática, e o absurdo dele obedece a regras próprias: cada personagem leva uma premissa ao extremo com rigor. É isso que mantém o livro em pé cento e sessenta anos depois, enquanto tanto nonsense da mesma época desapareceu.
Funciona em camadas — a criança ri do absurdo, o adulto percebe a sátira à sociedade vitoriana. São 128 páginas com capítulos curtos e independentes, ótimos para ler um por noite. A limitação real é a tradução: muitos trocadilhos dependem do inglês e se perdem em qualquer versão.
Prós e contras de Alice no País das Maravilhas
✅ Prós
- 6.473 avaliações na Amazon: é o infantil estrangeiro mais lido no Brasil
- O absurdo é construído com lógica matemática — Carroll era professor de matemática, e isso aparece
- 128 páginas com capítulos curtos e independentes, ótimos para ler um por noite
- Funciona em camadas: a criança ri do absurdo, o adulto percebe a sátira
⚠️ Contras
- Muitos trocadilhos dependem do inglês e se perdem em qualquer tradução
- Não tem enredo com progressão: é uma sequência de encontros estranhos
- Quem só conhece o desenho da Disney estranha — o livro é bem mais seco e menos açucarado
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: de 8 a 12 anos, e para o adulto que só conhece o desenho.
- Pule se você for: quem quer história com progressão — é uma sequência de encontros estranhos.
Vale a pena ler Alice no País das Maravilhas? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.7/10
Recomendo, e principalmente para adultos que acham que já conhecem a história. O livro é bem mais estranho e mais cruel que qualquer adaptação — a Rainha de Copas manda decapitar gente a cada duas páginas e ninguém acha isso demais. Li de novo recentemente e o que me impressionou foi a lógica: o absurdo do Carroll obedece a regras próprias, e isso é o que o mantém em pé 160 anos depois.
Alice no País das Maravilhas — edição com texto integral
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 4ª posição em Os 10 Melhores Livros Infantis por Idade.
- ⬅ Anterior no ranking: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (nota 8.8)
- ➡ Próximo no ranking: As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C. S. Lewis (nota 8.6)
Perguntas frequentes sobre Alice no País das Maravilhas
Alice no País das Maravilhas vale a pena?
Alice no País das Maravilhas é para que idade?
Quantas páginas tem Alice no País das Maravilhas?
Qual a melhor edição de Alice no País das Maravilhas?
Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho são o mesmo livro?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.
