Angústia, de Graciliano Ramos: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Angústia, de Graciliano Ramos, recebe nota 8.9/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 4ª posição em Livros de Graciliano Ramos: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem já leu Graciliano e quer o romance mais experimental e mais sufocante dele, e não é indicado para quem está começando pelo autor — leia Vidas Secas antes. A edição que eu recomendo é a da Record, com 368 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Luís da Silva, funcionário público medíocre, é consumido pelo ressentimento quando a vizinha por quem se apaixona escolhe um homem rico. O romance é o fluxo desordenado da cabeça dele antes e depois do que faz.

  • Autor: Graciliano Ramos
  • Publicado em: 1936
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Record
  • Páginas: 368 páginas
  • Nota do Léo: 8.9 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 3.977 avaliações de leitores

A leitura de Angústia

Angústia é o livro mais ambicioso do Graciliano Ramos e o mais desconfortável de atravessar. Você passa 368 páginas dentro de uma cabeça apodrecendo de ressentimento, sem porta de saída e sem um único momento de alívio.

É também o mais experimental. O tempo salta sem aviso, o narrador é pouco confiável e a estrutura reproduz a desordem mental do Luís da Silva — funcionário público medíocre consumido pela inveja quando a vizinha escolhe um homem rico. A construção do ressentimento como veneno lento é psicologicamente exata.

Foi escrito enquanto o autor estava sob perseguição política, e isso transparece em tudo: a claustrofobia, a sensação de cerco, a humilhação cotidiana. É excelente e é pesado. Muito mais longo e mais lento que os outros dois romances famosos dele — leia Vidas Secas e S. Bernardo antes.

Prós e contras de Angústia

✅ Prós

  • 3.977 avaliações: o segundo mais lido do autor no Brasil
  • É o romance mais experimental dele, com fluxo de consciência e tempo embaralhado
  • A construção do ressentimento como veneno lento é psicologicamente exata
  • 368 páginas escritas enquanto o autor estava sob perseguição política, e isso transparece em tudo

⚠️ Contras

  • É o mais difícil de acompanhar: o tempo salta sem aviso e o narrador é pouco confiável
  • Sufocante por design — não existe alívio em nenhum ponto das 368 páginas
  • Muito mais longo e mais lento que os outros dois romances famosos dele

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu Graciliano e quer o romance mais experimental e mais sufocante dele.
  • Pule se você for: quem está começando pelo autor — leia Vidas Secas antes.

Vale a pena ler Angústia? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.9/10

Recomendo, mas não como primeiro Graciliano. Angústia é o livro mais ambicioso dele e o mais desconfortável de atravessar — você passa 368 páginas dentro de uma cabeça apodrecendo de ressentimento, sem porta de saída. É excelente e é pesado. Leia Vidas Secas e S. Bernardo antes.

Angústia — Record

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Este livro ocupa a 4ª posição em Livros de Graciliano Ramos: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre Angústia

Angústia vale a pena?

Vale, mas não como primeiro Graciliano: 3.977 avaliações com média 4,7. É o romance mais experimental e mais sufocante dele — 368 páginas dentro de uma cabeça apodrecendo de ressentimento, sem alívio nenhum.

Quantas páginas tem Angústia?

São 368 páginas na edição da Record. É bem mais longo e mais lento que Vidas Secas, que tem 176.

Angústia é difícil de ler?

É o mais difícil do autor. O tempo salta sem aviso, o fluxo de consciência embaralha os episódios e o narrador não é confiável. Quem espera a secura linear de Vidas Secas estranha bastante.

Qual a ordem para ler Graciliano Ramos?

Vidas Secas primeiro, por ser o mais curto e mais direto; depois S. Bernardo, com um narrador difícil porém linear; e Angústia por último, que é o mais exigente. Memórias do Cárcere fica para quem quiser o relato autobiográfico.

Angústia é autobiográfico?

Não é, mas foi escrito no período em que o autor estava sob perseguição política, e o clima de cerco e humilhação atravessa o livro. A experiência da prisão está registrada em Memórias do Cárcere, esse sim autobiográfico.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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