As Intermitências da Morte, de José Saramago: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Num país fictício, as pessoas simplesmente param de morrer. O que parecia utopia vira colapso: hospitais lotados de moribundos eternos, funerárias falidas, religião sem sentido. Saramago usa a fábula para perguntar o que a morte organiza na vida.
- Autor: José Saramago
- Publicado em: 2020
- Gênero: Ficção / Fábula
- Edição indicada: Companhia das Letras
- Páginas: 208 páginas
- Nota do Léo: 8.4 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 2.982 avaliações de leitores
A leitura de As Intermitências da Morte
Num país fictício, as pessoas simplesmente param de morrer, do dia para a noite. O que parece o sonho mais antigo da humanidade vira colapso: hospitais lotados de gente presa num estado de quase-morte eterna, funerárias falidas, religião sem sentido.
Saramago usa a fábula para uma pergunta incômoda: o que a morte organiza na vida que a gente não percebe até ela desaparecer? A prosa sem pontuação de diálogo, marca registrada do autor, exige adaptação, e o humor negro alivia um tema pesado.
Tem 4,8 na Amazon com 2.982 avaliações — um dos Saramagos mais lidos no Brasil. É o único título desta lista que fala de morte sem falar de luto pessoal, o que o torna um respiro entre os outros títulos mais diretos.
Prós e contras de As Intermitências da Morte
✅ Prós
- 4,8 na Amazon com 2.982 avaliações — um dos Saramagos mais lidos no Brasil
- A ideia central é irresistível: o que sobra quando a morte para de existir
- Tem o humor negro característico do autor, que alivia um tema pesado
- Funciona como convite indireto ao luto — fala de morte sem falar de perda pessoal
⚠️ Contras
- A prosa sem pontuação de diálogo do Saramago exige adaptação do leitor
- O ritmo cai na segunda metade, quando o enredo muda de direção
- Não é leitura de conforto direto — quem busca isso deve ir a outro título da lista
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer pensar sobre a morte pelo avesso — um mundo sem ela.
- Pule se você for: quem quer conforto direto sobre uma perda pessoal.
Vale a pena ler As Intermitências da Morte? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.4/10
É o único livro desta lista que fala de morte sem falar de luto, e por isso funciona como respiro no meio dos outros nove. A pergunta de Saramago — o que aconteceria se ninguém morresse — é boa o bastante para carregar 208 páginas sozinha, e o final vira o argumento mais elegante a favor da finitude que eu já li.
As Intermitências da Morte — Companhia das Letras
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 5ª posição em Os 10 Melhores Livros sobre Luto (Não-Ficção e Ficção).
- ⬅ Anterior no ranking: O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion (nota 8.6)
- ➡ Próximo no ranking: O Cérebro de Luto, de Mary-Frances O'Connor (nota 8.3)
Perguntas frequentes sobre As Intermitências da Morte
As Intermitências da Morte vale a pena?
O livro é sobre luto?
É difícil de ler?
É um livro triste?
Quantas páginas tem?
Resenha revisada em 03/10/2026 por Léo Rezende.
Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.
