Caetés, de Graciliano Ramos: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
O primeiro romance de Graciliano, publicado em 1933: um funcionário de comércio em cidade pequena alagoana se envolve com a mulher do patrão enquanto tenta escrever um romance histórico sobre os índios caetés, que nunca sai do lugar.
- Autor: Graciliano Ramos
- Publicado em: 1933
- Gênero: Romance
- Edição indicada: Montecristo — edição digital
- Páginas: não informado pela editora
- Nota do Léo: 7.9 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 290 avaliações de leitores
A leitura de Caetés
Caetés é o Graciliano Ramos ainda procurando a própria voz, e a diferença para S. Bernardo, publicado apenas um ano depois, é gritante. É a estreia dele, de 1933, e o próprio autor tinha essa opinião sobre o livro.
Vale pela ironia da situação central: um funcionário de comércio numa cidade pequena alagoana tenta escrever um romance histórico sobre os índios caetés e nunca sai do lugar, enquanto se envolve com a mulher do patrão. A piada do romance dentro do romance é boa.
O retrato da mediocridade da vida em cidade pequena é certeiro e engraçado em vários trechos — ali já se vê o observador que ele seria. Mas a prosa ainda é mais adjetivada do que viria a ser, sem a secura que virou marca. A edição mais lida é digital de catálogo econômico, sem aparato crítico. Recomendo apenas depois dos outros três.
Prós e contras de Caetés
✅ Prós
- É a estreia dele, e mostra a prosa antes de ficar afiada — interessante justamente por isso
- 290 avaliações com média 4,7
- O retrato da mediocridade da vida em cidade pequena é certeiro e engraçado em vários trechos
- A piada do romance dentro do romance, que o protagonista nunca escreve, é boa
⚠️ Contras
- É reconhecidamente o mais fraco dos quatro romances, e o próprio autor tinha essa opinião
- A prosa ainda é mais adjetivada do que viria a ser — falta a secura que virou marca dele
- A edição mais lida no Brasil é digital de catálogo econômico, sem aparato crítico
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem já leu os outros três romances e quer ver o autor antes de se tornar o autor.
- Pule se você for: quem quer conhecer o Graciliano — este é reconhecidamente o mais fraco.
Vale a pena ler Caetés? O veredito
O veredito do Léo · nota 7.9/10
Recomendo apenas depois dos outros três. Caetés é o Graciliano ainda procurando a própria voz, e a diferença para S. Bernardo, publicado um ano depois, é gritante. Vale como curiosidade e pela ironia da situação central — um sujeito que não consegue escrever o livro que quer escrever.
Caetés — Montecristo
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 9ª posição em Livros de Graciliano Ramos: os 10 Melhores para Começar.
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Perguntas frequentes sobre Caetés
Caetés vale a pena?
Foi o primeiro romance do Graciliano Ramos?
Quantas páginas tem Caetés?
Qual a ordem para ler Graciliano Ramos?
Do que trata Caetés?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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