Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Carnegie reuniu em 1936 os princípios que ensinava em cursos de oratória: interessar-se de verdade pelo outro, evitar a crítica direta, lembrar o nome das pessoas, deixar o outro ter a ideia. Vendeu mais de 30 milhões de exemplares desde então.
- Autor: Dale Carnegie
- Publicado em: 1936
- Gênero: Autoajuda / Relações
- Edição indicada: Sextante — edição atualizada
- Páginas: 313 páginas
- Nota do Léo: 8.6 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 25.576 avaliações de leitores
A leitura de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
Eu esperava um manual cínico e encontrei outra coisa. A tese do Dale Carnegie, repetida à exaustão por 313 páginas, é simples: se você se interessar de verdade pelas pessoas, quase todo o resto se resolve. Noventa anos depois, continua funcionando.
Os princípios são concretos e testáveis, o que é raro no gênero. Não critique diretamente, lembre o nome das pessoas, deixe o outro chegar à ideia sozinho, fale do que interessa a ele antes do que interessa a você. Dá para pegar um por semana e experimentar — foi assim que eu li, e é assim que eu recomendaria.
Dois incômodos legítimos. Os exemplos são de vendedores americanos dos anos 1930 e o cenário datou muito: você traduz mentalmente o tempo inteiro. E a fronteira entre interesse sincero e técnica de manipulação é fina — os mesmos princípios funcionam vazios, aplicados por alguém que não se importa com ninguém. O Carnegie não discute isso, e é a maior falha do livro.
Prós e contras de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
✅ Prós
- 25.576 avaliações com média 4,8 — noventa anos depois, continua entre os mais vendidos
- Os princípios são concretos e testáveis: dá para experimentar um por semana
- Fundou o gênero inteiro — tudo que se escreve sobre relações profissionais responde a este livro
- 313 páginas de exemplos curtos, sem teoria abstrata nenhuma
⚠️ Contras
- Os exemplos são de vendedores americanos dos anos 1930, e o cenário datou muito
- A fronteira entre interesse sincero e técnica de manipulação é fina, e o livro não a discute
- Repete os mesmos princípios com casos diferentes até bem depois de você ter entendido
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem trabalha com gente e quer princípios concretos para testar, um por semana.
- Pule se você for: quem procura psicologia contemporânea — este é de 1936 e os exemplos são de lá.
Vale a pena ler Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.6/10
Recomendo, e me surpreendi com quanto envelheceu bem. Eu esperava um manual cínico e encontrei uma ideia simples repetida à exaustão: se você se interessar de verdade pelas pessoas, quase todo o resto se resolve. O incômodo legítimo é que os mesmos princípios funcionam como técnica vazia — e o Carnegie não trata disso.
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas — Sextante
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 4ª posição em Os 10 Melhores Livros de Autoajuda (e o que Cada Um Entrega de Verdade).
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Perguntas frequentes sobre Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas vale a pena?
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas está desatualizado?
Quantas páginas tem Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas?
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Qual a edição recomendada?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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