Daisy Jones and The Six, de Taylor Jenkins Reid: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Daisy Jones and The Six, de Taylor Jenkins Reid, recebe nota 9.0/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 2ª posição em Livros de Taylor Jenkins Reid: Todos os 10, Ranqueados. É indicado para quem gosta de rock dos anos 1970 e quer ver um formato narrativo pouco usual funcionar, e não é indicado para quem sente falta de narração e descrição — aqui só existem depoimentos, do começo ao fim. A edição que eu recomendo é a da Paralela, com 360 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

A ascensão e o fim de uma banda fictícia dos anos 1970, contados inteiramente em formato de depoimentos de documentário — cada personagem lembra a mesma noite de um jeito diferente, e ninguém corrige ninguém.

  • Autor: Taylor Jenkins Reid
  • Publicado em: 2019
  • Gênero: Ficção histórica
  • Edição indicada: Paralela
  • Páginas: 360 páginas
  • Nota do Léo: 9.0 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 22.944 avaliações de leitores

A leitura de Daisy Jones and The Six

Daisy Jones and The Six é contado inteiramente em formato de depoimentos de documentário, e é isso que faz o livro existir. Cada personagem lembra a mesma noite de um jeito diferente, ninguém corrige ninguém, e o prazer da leitura está em pegar as contradições.

Duas pessoas descrevem a mesma briga de formas incompatíveis e o livro nunca diz quem está certo. É a coisa mais interessante que a Taylor Jenkins Reid fez tecnicamente, e é uma tese sobre memória disfarçada de romance sobre banda de rock. A leitura corre muito rápido porque não existe prosa descritiva: é fala atrás de fala.

O que não se sustenta são as letras. Elas aparecem no fim do livro e não têm o peso que a trama atribui à banda — você lê e não acredita que aquilo virou fenômeno de uma geração. E o formato de entrevista impede qualquer descrição, o que deixa alguns leitores com a sensação de estar lendo o roteiro em vez do filme. O livro trata de vício em drogas de forma direta, o que merece o aviso.

Prós e contras de Daisy Jones and The Six

✅ Prós

  • 22.944 avaliações e o formato de depoimentos é o experimento mais ousado da autora
  • As versões contraditórias dos mesmos eventos são a melhor coisa do livro e funcionam sozinhas
  • 360 páginas de leitura muito rápida, quase sem prosa descritiva
  • Virou série da Amazon, o que ampliou muito o alcance

⚠️ Contras

  • O formato de entrevista impede qualquer descrição e alguns leitores sentem falta de narração
  • As letras das músicas no fim do livro não sustentam a fama que a trama atribui à banda
  • Trata de vício em drogas de forma direta, o que merece o aviso

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem gosta de rock dos anos 1970 e quer ver um formato narrativo pouco usual funcionar.
  • Pule se você for: quem sente falta de narração e descrição — aqui só existem depoimentos, do começo ao fim.

Vale a pena ler Daisy Jones and The Six? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.0/10

Recomendo pelo formato, que é o motivo de existir deste livro. Daisy Jones é contado só em depoimentos, e o prazer está em pegar as contradições — dois personagens lembram a mesma briga de formas incompatíveis, e o livro nunca diz quem está certo. É a coisa mais interessante que a autora fez tecnicamente.

Daisy Jones and The Six — Paralela

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 2ª posição em Livros de Taylor Jenkins Reid: Todos os 10, Ranqueados.

Perguntas frequentes sobre Daisy Jones and The Six

Daisy Jones and The Six vale a pena?

Vale pelo formato, que é o motivo de existir do livro: 22.944 avaliações com média 4,7. Contado só em depoimentos contraditórios, ele vira uma tese sobre memória. A parte fraca são as letras das músicas no fim, que não sustentam a fama atribuída à banda.

Daisy Jones and The Six é baseado em fatos reais?

Não. A banda é fictícia. A autora se inspirou livremente na dinâmica de grupos dos anos 1970 — o Fleetwood Mac é a referência mais citada pelos leitores — mas nada no livro é biografia.

Quantas páginas tem Daisy Jones and The Six?

São 360 páginas na edição da Paralela. Como é tudo diálogo em formato de entrevista, a leitura é muito mais rápida do que o número indica — dois dias é comum.

Preciso ler os outros livros da Taylor Jenkins Reid antes?

Não. Os livros dela se passam num mesmo universo com aparições cruzadas discretas, mas cada um é independente. Se quiser a ordem mais comum: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, depois este, depois Malibu Renascida.

O livro é melhor que a série?

São experiências diferentes. A série da Amazon precisou compor músicas de verdade e inventar cenas que o livro só sugere; o livro entrega a contradição entre versões, que a televisão não consegue reproduzir. Quem valoriza o formato prefere o livro.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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