Jubiabá, de Jorge Amado: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Antônio Balduíno cresce no morro da Bahia sob a influência do pai de santo Jubiabá, e atravessa a vida como moleque de rua, boxeador, cantador e grevista, procurando um lugar que não existe para ele.
- Autor: Jorge Amado
- Publicado em: 1935
- Gênero: Romance
- Edição indicada: Companhia das Letras
- Páginas: 360 páginas
- Nota do Léo: 8.2 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 346 avaliações de leitores
A leitura de Jubiabá
Jubiabá é historicamente importante e tem trechos ótimos. O Antônio Balduíno é um dos primeiros protagonistas negros com plena complexidade na literatura brasileira, e isso em 1935 — moleque de rua, boxeador, cantador e grevista, procurando um lugar que não existe para ele.
A presença do candomblé é tratada como cultura viva e não como exotismo, o que era raríssimo na época. E a estrutura episódica funciona bem como romance de formação, mantendo o ritmo ao longo das 360 páginas.
O problema é o desfecho. É Jorge Amado da fase militante, e o final entrega o Balduíno numa bandeja para a tese política — dá para ver a costura. Alguns episódios existem mais para provar o argumento do que para contar a história. Li admirando o autor de 23 anos que teve coragem de escrever isso em 1935, e desejando que ele tivesse confiado mais no próprio personagem.
Prós e contras de Jubiabá
✅ Prós
- Balduíno é um dos primeiros protagonistas negros com plena complexidade na literatura brasileira, em 1935
- A presença do candomblé é tratada como cultura viva e não como exotismo, o que era raro na época
- A estrutura episódica funciona como romance de formação e mantém o ritmo
⚠️ Contras
- É Jorge Amado da fase militante: o desfecho de conscientização política é didático demais
- Alguns episódios existem mais para provar a tese do que para contar a história
- Só 346 avaliações na Amazon — é dos menos lidos dele
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem se interessa pela história da literatura brasileira e pelo lugar dela na representação.
- Pule se você for: quem se irrita com desfecho didático — o final entrega o personagem à tese.
Vale a pena ler Jubiabá? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.2/10
Recomendo pelo que ele representa, mais que pelo prazer da leitura. Jubiabá é historicamente importante e tem trechos ótimos, mas o final entrega o Balduíno numa bandeja para a tese política, e dá pra ver a costura. Li admirando o autor de 23 anos que teve coragem de escrever isso em 1935, e desejando que ele tivesse confiado mais no próprio personagem.
Jubiabá — Companhia das Letras
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 8ª posição em Livros de Jorge Amado: Os 10 Melhores para Começar.
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Perguntas frequentes sobre Jubiabá
Jubiabá vale a pena?
Quantas páginas tem Jubiabá?
Jubiabá trata do candomblé?
É um bom primeiro livro do Jorge Amado?
Qual a importância histórica de Jubiabá?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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