Me Chame pelo Seu Nome, de André Aciman: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Verão de 1983 no litoral italiano. Elio tem 17 anos e a família recebe um acadêmico americano de 24 por seis semanas. O livro é a memória adulta daquele verão, contada por alguém que nunca se recuperou dele.
- Autor: André Aciman
- Publicado em: 2007
- Gênero: Romance
- Edição indicada: Intrínseca — tradução de Alessandra Esteche
- Páginas: 288 páginas
- Nota do Léo: 8.3 de 10
- Na Amazon: 4,7 de 5, em 7.038 avaliações de leitores
A leitura de Me Chame pelo Seu Nome
O André Aciman escreve o desejo obsessivo de um jeito que eu não vi em nenhum outro romance contemporâneo — é quase desconfortável de tão preciso. A prosa é de outro nível em relação ao resto da prateleira, e é por ela que o livro vale.
A narração é densa e introspectiva: páginas inteiras dentro da cabeça do Elio, catalogando gestos, silêncios e interpretações. Quem precisa de ação vai estranhar. Quem já teve dezessete anos e obsessão por alguém vai reconhecer cada movimento.
O último terço é o que separa o livro de um romance de férias qualquer. Anos depois do verão, com os dois adultos, o livro faz uma coisa que o filme suaviza — e é mais cru e menos solar do que a adaptação sugere. Vale registrar a crítica recorrente: a diferença de idade e de posição entre os dois é tratada sem nenhum questionamento pelo texto, e isso incomoda parte dos leitores com razão.
Prós e contras de Me Chame pelo Seu Nome
✅ Prós
- É o mais bem escrito desta lista: a prosa do Aciman é de outro nível em relação ao resto do gênero
- Captura a obsessão adolescente com uma precisão quase desconfortável
- O último terço, anos depois do verão, é o que separa o livro de um romance de férias qualquer
- 288 páginas, com o verão italiano funcionando como personagem
⚠️ Contras
- A narração é densa e introspectiva: páginas inteiras dentro da cabeça do Elio, sem ação nenhuma
- A diferença de idade e de poder entre os dois é tratada sem crítica, o que incomoda parte dos leitores
- Quem viu o filme primeiro estranha: o livro é bem mais cru e menos solar
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem lê pela prosa e quer o romance mais bem escrito do catálogo contemporâneo.
- Pule se você for: quem precisa de ação — há páginas inteiras dentro da cabeça do narrador.
Vale a pena ler Me Chame pelo Seu Nome? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.3/10
Recomendo pela escrita, antes de tudo. O Aciman escreve o desejo obsessivo de um jeito que eu não vi em nenhum outro livro desta lista — é quase desconfortável de tão preciso. Li depois de ver o filme e achei o livro melhor e bem mais duro. O último capítulo, com os dois adultos, é o que transforma uma história de verão em outra coisa.
Me Chame pelo Seu Nome — Intrínseca
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Perguntas frequentes sobre Me Chame pelo Seu Nome
Me Chame pelo Seu Nome vale a pena?
O livro é diferente do filme?
Quantas páginas tem Me Chame pelo Seu Nome?
Me Chame pelo Seu Nome tem continuação?
O livro é adequado para adolescentes?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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