Memorial de Aires, de Machado de Assis: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Um diplomata aposentado registra no diário o que observa da janela: um casal de velhos, uma viúva jovem, um rapaz. Foi o último livro de Machado, publicado no ano em que ele morreu, logo depois de perder a esposa.
- Autor: Machado de Assis
- Publicado em: 1908
- Gênero: Romance / Diário
- Edição indicada: Martin Claret
- Páginas: 195 páginas
- Nota do Léo: 8.6 de 10
- Na Amazon: 4,6 de 5, em 440 avaliações de leitores
A leitura de Memorial de Aires
Memorial de Aires é o Machado de Assis velho, viúvo e sem vontade de brigar com ninguém, escrevendo sobre pessoas envelhecendo em paz. Foi o último livro dele, publicado no ano em que morreu, logo depois de perder a esposa.
É o mais sereno e o mais melancólico da obra: a ironia continua, mas sem crueldade. O retrato do casal Aguiar envelhecendo junto está entre os trechos mais bonitos que ele escreveu, e não há nenhuma armadilha para o leitor — coisa rara nele.
Li logo depois de Quincas Borba e o contraste me pegou de jeito: é o mesmo homem que escreveu 'ao vencedor, as batatas', agora só olhando pela janela. Quase nada acontece — é observação pura em formato de diário, com entradas curtas. Perde muito lido fora de contexto: é um livro de despedida e precisa da obra atrás dele.
Prós e contras de Memorial de Aires
✅ Prós
- É o Machado mais sereno e mais melancólico — a ironia continua, mas sem crueldade
- 195 páginas em formato de diário: entradas curtas, leitura leve
- O retrato do casal Aguiar envelhecendo junto é dos trechos mais bonitos que ele escreveu
- Fecha a obra dele de um jeito que faz sentido depois de ler os anteriores
⚠️ Contras
- Quase nada acontece — é observação pura, e quem quer enredo vai achar vazio
- Perde muito lido fora de contexto: é um livro de despedida, e precisa da obra atrás dele
- As edições disponíveis são mais simples que as da Penguin-Companhia dos romances principais
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem já leu os três grandes e quer o Machado do fim da vida.
- Pule se você for: quem quer enredo — é observação pura, e quase nada acontece.
Vale a pena ler Memorial de Aires? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.6/10
Recomendo por último entre os romances, e com carinho. Memorial de Aires é o Machado velho, viúvo e sem vontade de brigar com ninguém, escrevendo sobre pessoas envelhecendo em paz. Li logo depois de Quincas Borba e o contraste me pegou de jeito: é o mesmo homem que escreveu "ao vencedor, as batatas", agora só olhando pela janela.
Memorial de Aires — Martin Claret
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 6ª posição em Livros de Machado de Assis: Os 10 Melhores para Começar.
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Perguntas frequentes sobre Memorial de Aires
Memorial de Aires vale a pena?
Quantas páginas tem Memorial de Aires?
Foi o último livro do Machado de Assis?
Quem é o conselheiro Aires?
Qual a ordem para ler Machado de Assis?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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