O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, recebe nota 9.0/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 3ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem quer a peça mais atual do Nelson Rodrigues, e não é indicado para quem não quer ler homofobia sendo reproduzida em cena, ainda que para denunciá-la. A edição que eu recomendo é a da Nova Fronteira, com 160 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Um homem beija um desconhecido atropelado que morre nos braços dele. Um repórter sensacionalista transforma o gesto em escândalo, e a cidade inteira decide o que aconteceu ali antes de qualquer investigação.

  • Autor: Nelson Rodrigues
  • Publicado em: 1961
  • Gênero: Teatro
  • Edição indicada: Nova Fronteira
  • Páginas: 160 páginas
  • Nota do Léo: 9.0 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 699 avaliações de leitores

A leitura de O Beijo no Asfalto

O Beijo no Asfalto é sobre uma cidade decidindo a verdade antes de saber os fatos, e ler isso hoje é um desconforto muito específico. Um homem beija um desconhecido atropelado que morre nos braços dele; um repórter sensacionalista transforma o gesto em escândalo; e o resto da peça é a máquina funcionando.

A crítica ao jornalismo sensacionalista e ao julgamento coletivo antecipa a internet em sessenta anos — a peça é de 1961 e descreve com precisão o que hoje acontece em vinte e quatro horas numa rede social. São 160 páginas de tensão crescente, sem uma cena desperdiçada, e é a peça dele que menos exige contexto histórico.

O aviso é necessário: o escândalo se monta sobre a homofobia dos anos 1960, e o texto a reproduz em cena para acusá-la. É desconfortável de ler, e essa é a intenção. Os personagens são engrenagens da tragédia mais que pessoas complexas, e o final é implacável, sem alívio nenhum.

Prós e contras de O Beijo no Asfalto

✅ Prós

  • 699 avaliações e é a peça mais lida do autor no Brasil
  • A crítica ao jornalismo sensacionalista e ao julgamento coletivo antecipa a internet em sessenta anos
  • 160 páginas de tensão crescente, sem uma cena desperdiçada
  • É a peça dele que menos exige contexto histórico para funcionar hoje

⚠️ Contras

  • O motor do escândalo é a homofobia da época, e o texto a reproduz para denunciá-la — é desconfortável de ler
  • Os personagens são construídos como engrenagens da tragédia, não como pessoas complexas
  • O final é implacável e não oferece nenhum alívio

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer a peça mais atual do Nelson Rodrigues.
  • Pule se você for: quem não quer ler homofobia sendo reproduzida em cena, ainda que para denunciá-la.

Vale a pena ler O Beijo no Asfalto? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.0/10

Recomendo como a mais atual das peças dele. O Beijo no Asfalto é sobre uma cidade decidindo a verdade antes de saber os fatos, e ler isso hoje é um desconforto específico. O aviso é necessário: o escândalo se monta sobre a homofobia dos anos 1960, e o texto a mostra em ação para acusá-la.

O Beijo no Asfalto — Nova Fronteira

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Este livro ocupa a 3ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Beijo no Asfalto

O Beijo no Asfalto vale a pena?

Vale, e é a peça mais atual do Nelson Rodrigues: 699 avaliações com média 4,7 em 160 páginas. A crítica ao sensacionalismo e ao julgamento coletivo antecipa a internet em sessenta anos. O escândalo se monta sobre a homofobia da época, reproduzida em cena para ser denunciada.

Quantas páginas tem O Beijo no Asfalto?

São 160 páginas na edição da Nova Fronteira, com tensão crescente e sem cena desperdiçada.

Do que trata O Beijo no Asfalto?

Um homem beija um desconhecido atropelado que morre nos braços dele, e um repórter sensacionalista transforma o gesto em escândalo público. A peça é sobre a cidade decidindo o que aconteceu antes de qualquer apuração.

É uma peça difícil de ler?

Não estruturalmente: é curta, direta e de leitura rápida. A dificuldade é o desconforto — o texto reproduz a homofobia dos anos 1960 como motor do escândalo, para expô-la, e isso pesa.

Por onde começar a ler Nelson Rodrigues?

Pelas crônicas de A Vida Como Ela É..., que são curtas e viciantes. O Beijo no Asfalto é a melhor entrada nas peças, por ser a que menos exige contexto de época.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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