O Casamento, de Nelson Rodrigues: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Casamento, de Nelson Rodrigues, recebe nota 8.6/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 6ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem já leu as crônicas e quer o Nelson Rodrigues em fôlego longo, e não é indicado para quem não quer ler obsessão sexual e incesto como tema central. A edição que eu recomendo é a da HarperCollins — edição digital, com 321 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Na véspera do casamento da filha, um pai obcecado tenta impedir a união e vai revelando a podridão da própria família. O romance foi proibido pela censura da ditadura logo depois de publicado.

  • Autor: Nelson Rodrigues
  • Publicado em: 1966
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: HarperCollins — edição digital
  • Páginas: 321 páginas
  • Nota do Léo: 8.6 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 538 avaliações de leitores

A leitura de O Casamento

O Casamento é o melhor romance do Nelson Rodrigues e o mais difícil de defender em resumo: um pai obcecado tentando impedir o casamento da filha, revelando no processo a podridão da própria família — com obsessão sexual e incesto no centro.

Foi proibido pela censura da ditadura logo depois de publicado, e dá para entender por quê. A prosa longa cai melhor nele do que se imagina, e a estrutura de revelações funciona como thriller familiar: cada capítulo tira mais uma camada. O pai obsessivo é o personagem mais bem construído da obra em prosa dele.

O conteúdo explícito choca de propósito e não é para todo mundo. A prosa é mais frouxa que a das crônicas — sobra retórica em vários trechos, e o exagero que funciona em duas páginas cansa em trezentas. A edição mais lida é digital, sem apresentação nem contexto histórico. Não comece por aqui.

Prós e contras de O Casamento

✅ Prós

  • 538 avaliações e é o melhor romance dele — a prosa longa lhe cai melhor do que se imagina
  • Foi censurado pela ditadura, o que diz muito sobre a força do texto
  • 321 páginas com uma estrutura de revelações que funciona como thriller familiar
  • O pai obsessivo é o personagem mais bem construído da obra em prosa dele

⚠️ Contras

  • O conteúdo sexual explícito e o incesto como tema central chocam de propósito e não são para todo mundo
  • A prosa é mais frouxa que a das crônicas — sobra retórica em vários trechos
  • A edição mais lida é digital, sem apresentação nem contexto histórico

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu as crônicas e quer o Nelson Rodrigues em fôlego longo.
  • Pule se você for: quem não quer ler obsessão sexual e incesto como tema central.

Vale a pena ler O Casamento? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.6/10

Recomendo para quem já leu as crônicas e quer o Nelson em fôlego longo. O Casamento é o melhor romance dele e o mais difícil de defender em resumo: tem obsessão sexual, incesto e um pai destruindo a própria família. Foi censurado, e dá para entender por quê. Não comece por aqui.

O Casamento — HarperCollins

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 6ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Casamento

O Casamento, de Nelson Rodrigues, vale a pena?

Vale para quem já leu as crônicas: 538 avaliações com média 4,6 em 321 páginas. É o melhor romance dele e foi proibido pela censura da ditadura. Tem obsessão sexual e incesto como temas centrais — não é para todo mundo.

Quantas páginas tem O Casamento?

São 321 páginas na edição digital da HarperCollins, sem apresentação nem contexto histórico — o que faz falta num livro com essa história de publicação.

Por que O Casamento foi censurado?

Foi proibido pela censura da ditadura militar pouco depois de publicado, em 1966, pelo conteúdo sexual e pela forma como retrata a família burguesa. A proibição diz bastante sobre a força do texto.

É o mesmo livro do Nicholas Sparks?

Não. São dois livros diferentes com o mesmo título em português: um romance de Nelson Rodrigues, de 1966, e a sequência de Diário de uma Paixão, de Nicholas Sparks. Vale conferir o autor na hora de comprar.

Por onde começar a ler Nelson Rodrigues?

Pelas crônicas de A Vida Como Ela É..., que são curtas e viciantes. Depois as peças, começando por O Beijo no Asfalto. O romance fica por último.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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