O Exorcista, de William Peter Blatty: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
A filha de doze anos de uma atriz começa a apresentar sintomas que a medicina não explica. Depois de esgotar médicos e psiquiatras, a mãe procura um padre jesuíta que está perdendo a própria fé.
- Autor: William Peter Blatty
- Publicado em: 1971
- Gênero: Terror
- Edição indicada: HarperCollins
- Páginas: 336 páginas
- Nota do Léo: 8.8 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 4.280 avaliações de leitores
A leitura de O Exorcista
O aviso é o mais sério que eu dou: O Exorcista envolve uma menina de doze anos em cenas explícitas e chocantes, e o William Peter Blatty não suaviza nada em momento nenhum. O livro é bem mais duro que o filme.
O que salva a obra de ser gratuita é o padre Karras. Ele é um jesuíta perdendo a própria fé, um personagem de romance sério e não de história de fantasma, e a dúvida dele é o eixo do livro. Sem ele, o texto seria apenas choque.
E o trecho mais assustador não é o exorcismo: é a escalada médica. Exame após exame, hospital após hospital, diagnóstico nenhum, a mãe sendo educadamente devolvida para casa. Essa parte é literatura de primeira. A discussão teológica ocupa espaço considerável e afasta quem veio pelo horror. São 336 páginas de ritmo firme — e não é leitura para qualquer momento.
Prós e contras de O Exorcista
✅ Prós
- É o terror mais perturbador desta lista, e o livro é bem mais duro que o filme
- O padre Karras em crise de fé é um personagem de romance sério, não de história de fantasma
- A escalada médica — exame após exame sem diagnóstico — é o trecho mais assustador do livro
- 336 páginas com ritmo firme
⚠️ Contras
- As cenas envolvendo a menina são explícitas e chocantes, e não há como amenizar isso
- A discussão teológica ocupa espaço considerável e afasta quem veio pelo horror
- É o livro mais pesado da lista em conteúdo — não é leitura para qualquer momento
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer o terror mais perturbador que existe e sabe exatamente no que está entrando.
- Pule se você for: quem tem qualquer sensibilidade com violência envolvendo crianças.
Vale a pena ler O Exorcista? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.8/10
Recomendo com aviso sério, o mais sério desta lista. O Exorcista é excelente e é também o livro que eu menos releria: envolve uma criança de doze anos em cenas que o Blatty não suaviza em nenhum momento. O que salva o livro de ser gratuito é o padre Karras, que carrega a dúvida de verdade. Leia sabendo no que está entrando.
O Exorcista — HarperCollins
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
Continue pelo ranking
Este livro ocupa a 7ª posição em Os 10 Melhores Livros de Terror para Ler.
- ⬅ Anterior no ranking: Frankenstein, de Mary Shelley (nota 9.0)
- ➡ Próximo no ranking: Salem, de Stephen King (nota 8.7)
Perguntas frequentes sobre O Exorcista
O Exorcista vale a pena?
O Exorcista é mais forte que o filme?
Quantas páginas tem O Exorcista?
O Exorcista é baseado em fatos reais?
Qual a parte mais assustadora do livro?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.
