O Natal de Poirot, de Agatha Christie: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Natal de Poirot, de Agatha Christie, recebe nota 8.7/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 3ª posição em Os 10 Melhores Livros de Natal. É indicado para quem acha ceia de família mais aterrorizante que qualquer fantasma, e não é indicado para quem quer clima natalino aconchegante — este é o oposto disso. A edição que eu recomendo é a da L&PM — bolso, com 256 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Um milionário rabugento convoca os filhos para passar o Natal na casa da família e é encontrado degolado no quarto trancado, na véspera. Poirot, hospedado na região, assume o caso.

  • Autor: Agatha Christie
  • Publicado em: 2010
  • Gênero: Policial
  • Edição indicada: L&PM — bolso
  • Páginas: 256 páginas
  • Nota do Léo: 8.7 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 675 avaliações de leitores

A leitura de O Natal de Poirot

Um milionário rabugento convoca os filhos para o Natal na casa da família e é encontrado degolado num quarto trancado, na véspera. Poirot, hospedado na região, assume o caso.

O melhor do livro não é o crime: é a mesa. Christie usa a data pelo que ela tem de pior — a casa cheia de parentes que se detestam e são obrigados a jantar juntos — e o assassinato quase parece consequência natural. O quarto trancado tem solução honesta, que se sustenta na releitura.

O elenco é o problema. São muitos filhos, e leva um terço do livro até você parar de confundir quem é quem. A edição da L&PM é de bolso mesmo: papel fino e fonte pequena, com 675 avaliações e 4,6 na Amazon.

Prós e contras de O Natal de Poirot

✅ Prós

  • Quarto trancado com solução que se sustenta na releitura — Christie jogou limpo
  • A ceia de família como campo minado é o melhor achado do livro
  • 256 páginas de bolso: cabe entre o dia 24 e o 25
  • É o Poirot mais sangrento, e Christie escreveu o prefácio admitindo que foi de propósito

⚠️ Contras

  • A edição L&PM é bolso mesmo: papel fino e fonte pequena
  • O elenco de filhos é grande e demora a se diferenciar
  • 4,6 é a segunda menor nota entre os clássicos daqui

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem acha ceia de família mais aterrorizante que qualquer fantasma.
  • Pule se você for: quem quer clima natalino aconchegante — este é o oposto disso.

Vale a pena ler O Natal de Poirot? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.7/10

Fica em terceiro e é a escolha de quem não aguenta mais neve e sinos. O Natal de Poirot usa a data pelo que ela tem de pior: a casa cheia de parentes que se detestam e são obrigados a jantar juntos. O crime é bom, a solução é honesta e cabe numa noite. O ponto fraco é o elenco — são muitos filhos e leva um terço do livro até você parar de confundir quem é quem.

O Natal de Poirot — L&PM

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Continue pelo ranking

Este livro ocupa a 3ª posição em Os 10 Melhores Livros de Natal.

  • ⬅ Anterior no ranking: Cartas do Papai Noel, de J.R.R. Tolkien (nota 9.0)
  • ➡ Próximo no ranking: O Quebra-Nozes, de Alexandre Dumas, a partir de E.T.A. Hoffmann (nota 8.3)

Perguntas frequentes sobre O Natal de Poirot

O Natal de Poirot vale a pena?

Vale para quem quer um Natal sem neve e sem sinos. São 256 páginas com 4,6 na Amazon e 675 avaliações, e o mistério de quarto trancado joga limpo com o leitor.

Precisa ler os outros Poirot antes?

Não. É um caso fechado em si, e a série não tem ordem obrigatória. Dá para começar por ele sem perder nada.

O Natal de Poirot é o mesmo livro que O Natal de Hercule Poirot?

Sim, é o mesmo romance em traduções diferentes. A edição da L&PM usa o título curto; a da HarperCollins, o longo.

Quantas páginas tem O Natal de Poirot?

São 256 páginas na edição de bolso da L&PM.

É um dos livros mais violentos da Agatha Christie?

É um dos mais sangrentos, sim, e ela assumiu isso no prefácio — escreveu em resposta a um parente que reclamava que os crimes dela eram assépticos demais.

Resenha revisada em 03/10/2026 por Léo Rezende.

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