O Óbvio Ululante, de Nelson Rodrigues: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Óbvio Ululante, de Nelson Rodrigues, recebe nota 8.4/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 8ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem quer o Nelson Rodrigues polemista, com a etiqueta bem colada, e não é indicado para quem espera concordar — as posições aqui são conservadoras e às vezes reacionárias. A edição que eu recomendo é a da Nova Fronteira, com 368 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Reunião das crônicas de opinião em que ele ataca modismos, intelectuais, comportamento e política com a mesma retórica exagerada que usava na ficção. É a origem de várias expressões que entraram no português.

  • Autor: Nelson Rodrigues
  • Publicado em: 1968
  • Gênero: Crônicas
  • Edição indicada: Nova Fronteira
  • Páginas: 368 páginas
  • Nota do Léo: 8.4 de 10
  • Na Amazon: 4,8 de 5, em 298 avaliações de leitores

A leitura de O Óbvio Ululante

A etiqueta precisa vir colada: este é o Nelson Rodrigues polemista, e as posições dele aqui são conservadoras e frequentemente reacionárias. O livro não as ameniza, e nem deveria — é documento, não seleção conveniente.

O que sobra de valor é a prosa, que é excelente, e o registro de época. A retórica de exagero dele funciona em texto de opinião curto, e várias frases feitas do português brasileiro saíram daqui — ele é o autor mais citado sem crédito do país.

São 368 páginas de textos curtos e independentes, ideais para ler aos poucos. Vários atacam pessoas e polêmicas específicas dos anos 1960, hoje ilegíveis sem nota, e a retórica de exagero, que funciona na ficção, cansa mais rápido na crônica de opinião. Concordar não é requisito para achar bem escrito.

Prós e contras de O Óbvio Ululante

✅ Prós

  • Nota 4,8 e é o Nelson mais citado — várias frases feitas do português brasileiro saíram daqui
  • 368 páginas de textos curtos e independentes, ideais para ler aos poucos
  • A prosa de opinião dele é engraçada e afiada mesmo quando a tese é indefensável
  • Documento importante do debate cultural brasileiro dos anos 1960

⚠️ Contras

  • As posições políticas e sociais dele são conservadoras e frequentemente reacionárias, e o livro não as ameniza
  • Vários textos atacam pessoas e polêmicas específicas dos anos 1960, hoje ilegíveis sem nota
  • A retórica de exagero, que funciona na ficção, cansa rápido na crônica de opinião

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o Nelson Rodrigues polemista, com a etiqueta bem colada.
  • Pule se você for: quem espera concordar — as posições aqui são conservadoras e às vezes reacionárias.

Vale a pena ler O Óbvio Ululante? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.4/10

Recomendo com a etiqueta bem colada: este é o Nelson polemista, e as posições dele aqui são conservadoras e às vezes reacionárias — o próprio título de outro livro dele assume isso. O que sobra de valor é a prosa, que é excelente, e o documento de época. Concordar não é requisito para achar bem escrito.

O Óbvio Ululante — Nova Fronteira

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 8ª posição em Livros de Nelson Rodrigues: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Óbvio Ululante

O Óbvio Ululante vale a pena?

Vale com a etiqueta colada: nota 4,8 com 298 avaliações em 368 páginas. É o Nelson polemista, com posições conservadoras e às vezes reacionárias que o livro não ameniza. O valor está na prosa e no documento de época.

Quantas páginas tem O Óbvio Ululante?

São 368 páginas na edição da Nova Fronteira, em crônicas curtas e independentes — leitura fácil de fatiar.

As opiniões do livro são conservadoras?

São, e frequentemente reacionárias — o autor assumia essa posição publicamente e fazia questão dela. O livro é documento do debate cultural brasileiro dos anos 1960, não um texto que envelheceu confortavelmente.

De onde vem a expressão 'óbvio ululante'?

É criação do próprio Nelson Rodrigues, que a popularizou nas crônicas de opinião. Várias outras expressões correntes do português brasileiro têm a mesma origem — ele é dos autores mais citados sem crédito do país.

Vale ler mesmo discordando?

Vale, se você lê pela prosa e pelo registro histórico. Concordar não é requisito para achar bem escrito, e o livro é útil como retrato do debate público brasileiro daquela década.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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