O que é Fascismo? E Outros Ensaios, de George Orwell: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O que é Fascismo? E Outros Ensaios, de George Orwell, recebe nota 9.0/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 3ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem quer o Orwell jornalista, que é melhor que o romancista, e não é indicado para quem procura narrativa — aqui não há nenhuma. A edição que eu recomendo é a da Companhia das Letras, com 160 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Seleção de ensaios em que Orwell examina o uso político da linguagem, o nacionalismo e a pergunta que dá título ao volume — o que a palavra fascismo passou a significar quando todo mundo começou a usá-la para qualquer coisa.

  • Autor: George Orwell
  • Publicado em: 2017
  • Gênero: Ensaio
  • Edição indicada: Companhia das Letras
  • Páginas: 160 páginas
  • Nota do Léo: 9.0 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 1.013 avaliações de leitores

A leitura de O que é Fascismo? E Outros Ensaios

O Orwell ensaísta é melhor que o romancista, e quase ninguém no Brasil lê essa parte da obra. O texto sobre a degradação da linguagem política — como o jargão vago e a construção passiva servem para esconder o que se está dizendo — deveria ser leitura obrigatória em qualquer redação, e cabe em vinte páginas.

O ensaio que dá título ao volume examina o que a palavra fascismo passou a significar quando todo mundo começou a usá-la para qualquer coisa, e ele fez isso em 1944. A pergunta envelheceu muito bem.

São 160 páginas de ensaios curtos e independentes, e o livro mostra de onde vem o 1984: as ideias do romance estão todas aqui, em forma argumentativa. As ressalvas: vários textos respondem a debates britânicos dos anos 1940 que pedem nota de rodapé, e a seleção é da editora, com uma ordem meio arbitrária.

Prós e contras de O que é Fascismo? E Outros Ensaios

✅ Prós

  • O ensaio sobre a degradação da linguagem política é o melhor texto que Orwell escreveu, e cabe em vinte páginas
  • 1.013 avaliações com média 4,7
  • 160 páginas, ensaios curtos e independentes: leitura fracionada sem perder nada
  • Mostra de onde vem o 1984 — as ideias do romance estão todas aqui, em forma argumentativa

⚠️ Contras

  • Vários textos respondem a debates britânicos dos anos 1940 que exigem nota de rodapé
  • A seleção é da editora, não do autor, e a ordem dos ensaios parece meio arbitrária
  • Quem procura narrativa não vai encontrar nada disso aqui

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o Orwell jornalista, que é melhor que o romancista.
  • Pule se você for: quem procura narrativa — aqui não há nenhuma.

Vale a pena ler O que é Fascismo? E Outros Ensaios? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.0/10

Recomendo com entusiasmo, e é a maior surpresa desta lista. O Orwell ensaísta é melhor que o romancista, e quase ninguém no Brasil lê essa parte da obra. O texto sobre linguagem política deveria ser leitura obrigatória em qualquer redação — vale as 160 páginas sozinho.

O que é Fascismo? E Outros Ensaios — Companhia das Letras

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 3ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar.

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Perguntas frequentes sobre O que é Fascismo? E Outros Ensaios

O que é Fascismo? E Outros Ensaios vale a pena?

Vale com entusiasmo: 1.013 avaliações com média 4,7 em 160 páginas. O Orwell ensaísta é melhor que o romancista, e o texto sobre a degradação da linguagem política é o melhor que ele escreveu — vale o livro sozinho.

Quantas páginas tem O que é Fascismo?

São 160 páginas na edição da Companhia das Letras, com ensaios curtos e independentes — leitura fracionada sem perda.

Preciso ter lido 1984 antes?

Não, mas ajuda: as ideias do romance aparecem aqui em forma argumentativa, e ler os ensaios depois do romance mostra de onde tudo veio. A ordem inversa também funciona.

Qual o melhor ensaio do livro?

O que trata do uso da linguagem política — a tese de que o jargão vago, a construção passiva e a metáfora gasta servem para esconder o que se quer dizer. É curto, é preciso e continua descrevendo o noticiário de hoje.

Os textos são atuais?

As teses sim; alguns exemplos não. Vários ensaios respondem a debates britânicos dos anos 1940 e pedem nota de contexto. O núcleo — linguagem, nacionalismo e o esvaziamento das palavras políticas — ficou mais atual, não menos.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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