Cartas, de Graciliano Ramos: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Cartas, de Graciliano Ramos, recebe nota 7.6/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 10ª posição em Livros de Graciliano Ramos: os 10 Melhores para Começar. É indicado para fã do Graciliano que já leu tudo e quer companhia do sujeito, não mais obra, e não é indicado para qualquer pessoa que ainda não leu os romances. A edição que eu recomendo é a da Record, com 400 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

A correspondência do autor com família, editores e escritores, cobrindo do período anterior à fama até os últimos anos. Inclui as cartas escritas do interior de Alagoas, quando ele era prefeito de Palmeira dos Índios.

  • Autor: Graciliano Ramos
  • Publicado em: 1980
  • Gênero: Correspondência
  • Edição indicada: Record
  • Páginas: 400 páginas
  • Nota do Léo: 7.6 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 57 avaliações de leitores

A leitura de Cartas

As Cartas são o Graciliano Ramos sem vigilância — reclamando de editor, brigando com prazo, sendo cômico com a família. Mostra o autor sem a máscara literária: irritado, irônico e muito engraçado na correspondência doméstica.

As 400 páginas funcionam como autobiografia involuntária, cobrindo do período anterior à fama até os últimos anos. E incluem material do tempo em que ele foi prefeito de Palmeira dos Índios — os relatórios que escreveu no cargo são famosos por serem literatura em forma de burocracia, e valem a curiosidade.

Correspondência tem trechos administrativos e domésticos sem nenhum interesse literário, e isso é inevitável no formato. Só 57 avaliações: é o menos lido de toda a obra dele, e não deveria ser diferente — é livro para quem já leu o resto e quer companhia do sujeito, não mais obra dele.

Prós e contras de Cartas

✅ Prós

  • Mostra o autor sem a máscara literária: irritado, irônico e muito engraçado nas cartas à família
  • 400 páginas que funcionam como autobiografia involuntária
  • Os relatórios que ele escreveu como prefeito são famosos por serem literatura em forma de burocracia
  • Nota 4,7 entre os poucos que leram

⚠️ Contras

  • Só 57 avaliações: é de longe o menos lido desta lista, e é livro para leitor já convertido
  • Correspondência tem trechos administrativos e domésticos sem nenhum interesse literário
  • Não faz sentido nenhum como primeira leitura do autor

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: fã do Graciliano que já leu tudo e quer companhia do sujeito, não mais obra.
  • Pule se você for: qualquer pessoa que ainda não leu os romances.

Vale a pena ler Cartas? O veredito

O veredito do Léo · nota 7.6/10

Recomendo por último e só para fã. As Cartas são o Graciliano sem vigilância — reclamando de editor, brigando com prazo, sendo cômico com a família. É o livro menos lido da lista e não deveria ser diferente: é para quem já leu o resto e quer companhia do sujeito, não mais obra dele.

Cartas — Record

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Continue pelo ranking

Este livro ocupa a 10ª posição em Livros de Graciliano Ramos: os 10 Melhores para Começar.

  • ⬅ Anterior no ranking: Caetés, de Graciliano Ramos (nota 7.9)

Perguntas frequentes sobre Cartas

As Cartas de Graciliano Ramos valem a pena?

Valem por último e só para fã: 57 avaliações com média 4,7 em 400 páginas. É o autor sem máscara literária — irritado, irônico e engraçado nas cartas à família. Não faz sentido nenhum como primeira leitura dele.

Quantas páginas tem Cartas?

São 400 páginas na edição da Record, reunindo correspondência com família, editores e escritores ao longo de décadas.

Os relatórios de prefeito estão no livro?

O período em que ele foi prefeito de Palmeira dos Índios aparece na correspondência. Os relatórios oficiais que escreveu no cargo ficaram famosos por serem literatura em forma de documento burocrático.

É um bom primeiro livro do Graciliano?

De jeito nenhum. É correspondência, com trechos administrativos e domésticos sem interesse literário. Comece por Vidas Secas.

Qual a ordem para ler Graciliano Ramos?

Vidas Secas, S. Bernardo, Angústia. Depois Infância e Memórias do Cárcere. Caetés, Insônia e as Cartas por último.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

Transparência: o Mural dos Livros participa do Programa de Associados da Amazon. Se você comprar por um link daqui, eu recebo uma pequena comissão — sem nenhum custo a mais pra você. Nenhuma editora paga para aparecer melhor posicionada nesta lista; a ordem é minha opinião de leitor, e só.

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