Esaú e Jacó, de Machado de Assis: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Esaú e Jacó, de Machado de Assis, recebe nota 8.4/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 7ª posição em Livros de Machado de Assis: Os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem já leu os três grandes do Machado e quer ele comentando política brasileira, e não é indicado para quem está começando — este é o menos memorável da fase madura. A edição que eu recomendo é a da Principis, com 224 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Pedro e Paulo são gêmeos que discordam de tudo desde o útero — um monarquista, outro republicano — e se apaixonam pela mesma mulher. Ao fundo, o Brasil troca de regime e descobre que trocou menos do que imaginava.

  • Autor: Machado de Assis
  • Publicado em: 1904
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Principis
  • Páginas: 224 páginas
  • Nota do Léo: 8.4 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 1.355 avaliações de leitores

A leitura de Esaú e Jacó

Esaú e Jacó é o Machado observando o Brasil trocar de camisa e continuar o mesmo, o que é um assunto do qual a gente nunca se livra. Dois gêmeos que discordam de tudo desde o útero, um monarquista e outro republicano, apaixonados pela mesma mulher — e ao fundo, a Proclamação da República.

A ironia sobre a mudança de regime continua atual: as mesmas pessoas, os mesmos arranjos, uma bandeira nova. E a Flora, disputada pelos dois irmãos, é uma das personagens femininas mais complexas do autor — ela não escolhe, e a recusa dela é o coração do livro.

A rivalidade dos gêmeos é sustentada por simbolismo mais que por psicologia, e cansa. Terminei achando bom sem achar essencial — e num autor deste tamanho, bom sem ser essencial acaba caindo para o meio da lista. São 224 páginas, o mais curto da fase madura, e as edições baratas costumam vir sem as notas que o contexto histórico pede.

Prós e contras de Esaú e Jacó

✅ Prós

  • É o livro mais político dele, e a ironia sobre a Proclamação da República continua atual
  • Flora, disputada pelos dois irmãos, é uma das personagens femininas mais complexas do autor
  • 224 páginas, o mais curto dos romances da fase madura
  • O conselheiro Aires, narrador aqui, reaparece como protagonista em Memorial de Aires

⚠️ Contras

  • A rivalidade dos gêmeos é sustentada por simbolismo mais que por psicologia, e cansa
  • É o menos memorável da fase madura: bom livro cercado de livros excepcionais
  • As edições mais baratas costumam vir sem as notas que o contexto histórico pede

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu os três grandes do Machado e quer ele comentando política brasileira.
  • Pule se você for: quem está começando — este é o menos memorável da fase madura.

Vale a pena ler Esaú e Jacó? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.4/10

Recomendo pra quem já leu os três grandes. Esaú e Jacó é o Machado observando o Brasil trocar de camisa e continuar o mesmo, o que é um assunto do qual a gente nunca se livra. Terminei achando bom sem achar essencial — e num autor deste tamanho, bom sem ser essencial acaba caindo pro meio da lista.

Esaú e Jacó — Principis

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 7ª posição em Livros de Machado de Assis: Os 10 Melhores para Começar.

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Perguntas frequentes sobre Esaú e Jacó

Esaú e Jacó vale a pena?

Vale para quem já leu os três grandes do Machado: 1.355 avaliações e nota 4,6 em 224 páginas. É o livro mais político dele, e a ironia sobre a Proclamação da República continua atual. É o menos memorável da fase madura.

Quantas páginas tem Esaú e Jacó?

São 224 páginas na edição da Principis — o mais curto dos romances da fase madura do autor.

Qual a ordem para ler Machado de Assis?

Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba primeiro. Esaú e Jacó e Memorial de Aires depois — os dois compartilham o mesmo narrador, o conselheiro Aires.

Esaú e Jacó é sobre política?

É o mais político dos romances dele. A rivalidade dos gêmeos monarquista e republicano acompanha a Proclamação da República, e a ironia central é que a troca de regime muda menos do que os personagens imaginam.

Quem é o conselheiro Aires?

É o narrador deste romance e o protagonista de Memorial de Aires, o último livro do autor. É um observador irônico e distante, e a voz dele une os dois romances finais da obra.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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