Doutor Jivago, de Boris Pasternak: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Doutor Jivago, de Boris Pasternak, recebe nota 8.4/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 10ª posição em Os 10 Melhores Livros da Literatura Russa (por Onde Começar). É indicado para quem quer o grande romance russo sobre a Revolução, escrito por quem a viveu, e não é indicado para quem não engole coincidência — os mesmos personagens se reencontram pela Rússia inteira. A edição que eu recomendo é a da Companhia das Letras, com 616 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Um médico e poeta atravessa a Revolução Russa e a guerra civil dividido entre a esposa e Lara. O livro foi proibido na União Soviética, publicado clandestinamente na Itália e rendeu ao autor um Nobel que ele foi obrigado a recusar.

  • Autor: Boris Pasternak
  • Publicado em: 1957
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Companhia das Letras
  • Páginas: 616 páginas
  • Nota do Léo: 8.4 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 712 avaliações de leitores

A leitura de Doutor Jivago

Doutor Jivago tem coincidências demais e prosa de primeira. O Pasternak era poeta antes de romancista, e a estrutura narrativa mostra isso: os encontros improváveis entre os mesmos personagens pela Rússia inteira funcionam como recurso lírico e não como verossimilhança.

O que ele faz melhor que qualquer outro é mostrar a Revolução pelo lado de quem foi triturado por ela — não os vencedores, não os derrotados heroicos, mas as pessoas comuns arrastadas pela mudança de mundo. Escrito por quem viveu tudo de dentro.

A história de como o livro foi publicado é quase tão boa quanto o livro: proibido na União Soviética, contrabandeado para a Itália, publicado clandestinamente, com o autor forçado a recusar o Nobel. Vale como leitura e como documento da Guerra Fria. Só 712 avaliações — é de longe o menos lido dos grandes russos por aqui.

Prós e contras de Doutor Jivago

✅ Prós

  • É o grande romance russo sobre a Revolução escrito por quem a viveu de dentro
  • Nota 4,7 e a história de publicação do livro é quase tão boa quanto o livro
  • 616 páginas com passagens de prosa poética que justificam o Nobel
  • Mostra a Revolução pelo lado de quem foi triturado por ela, não pelo dos vencedores

⚠️ Contras

  • Só 712 avaliações: é de longe o menos lido desta lista
  • A quantidade de coincidências — os mesmos personagens se reencontrando pela Rússia inteira — é difícil de engolir
  • Pasternak era poeta antes de romancista, e a estrutura narrativa mostra isso

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer o grande romance russo sobre a Revolução, escrito por quem a viveu.
  • Pule se você for: quem não engole coincidência — os mesmos personagens se reencontram pela Rússia inteira.

Vale a pena ler Doutor Jivago? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.4/10

Recomendo por último, e mais pelo que ele representa do que pela construção. Doutor Jivago tem coincidências demais e prosa de primeira, e a história de como ele foi publicado — contrabandeado para a Itália, com o autor forçado a recusar o Nobel — é um capítulo à parte da Guerra Fria. Vale como leitura e como documento.

Doutor Jivago — Companhia das Letras

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Continue pelo ranking

Este livro ocupa a 10ª posição em Os 10 Melhores Livros da Literatura Russa (por Onde Começar).

  • ⬅ Anterior no ranking: Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev (nota 8.7)

Perguntas frequentes sobre Doutor Jivago

Doutor Jivago vale a pena?

Vale, mais pelo que representa do que pela construção: 712 avaliações com média 4,7 em 616 páginas. É o grande romance sobre a Revolução Russa escrito por quem a viveu, com prosa de primeira e coincidências difíceis de engolir.

Quantas páginas tem Doutor Jivago?

São 616 páginas na edição da Companhia das Letras, incluindo os poemas atribuídos ao protagonista, que fecham o volume.

Por que Doutor Jivago foi proibido?

Porque mostrava a Revolução pelo lado de quem foi triturado por ela, sem exaltação. Foi recusado pelas editoras soviéticas, contrabandeado para a Itália e publicado lá em 1957 — e o autor foi forçado a recusar o Nobel concedido em 1958.

Pasternak recusou o Nobel?

Foi obrigado a recusar, sob pressão do Estado soviético e ameaça de exílio. O prêmio foi entregue à família dele décadas depois, já após a morte do autor.

Doutor Jivago é difícil de ler?

A prosa é bonita e legível; o obstáculo é a quantidade de personagens e de coincidências, além dos saltos geográficos. Anotar os nomes nas primeiras cem páginas ajuda bastante.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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