Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Um funcionário público aposentado escreve de um porão em São Petersburgo, atacando a razão, o progresso e principalmente a si mesmo. É o monólogo de um homem que sabe exatamente o quanto é desprezível e escolhe continuar assim.
- Autor: Fiódor Dostoiévski
- Publicado em: 1864
- Gênero: Novela
- Edição indicada: Editora 34 — tradução direta do russo de Boris Schnaiderman
- Páginas: 152 páginas
- Nota do Léo: 9.3 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 4.213 avaliações de leitores
A leitura de Memórias do Subsolo
Memórias do Subsolo é a melhor estreia possível nos russos. São 152 páginas e você descobre em uma tarde se aguenta o Dostoiévski — porque o narrador é insuportável de propósito, e essa é a experiência inteira do livro.
A primeira parte, o monólogo puro, é uma das coisas mais impressionantes já escritas. Um funcionário aposentado num porão atacando a razão, o progresso e principalmente a si mesmo, com a lucidez de quem sabe exatamente o quanto é desprezível e escolhe continuar assim. É daqui que sai o anti-herói moderno — praticamente todo narrador rancoroso da literatura veio deste porão.
A segunda parte, narrativa, é bem inferior à primeira: ele conta episódios da juventude, e o encanto se dilui. O livro é desconfortável do começo ao fim, sem alívio. Se você terminar irritado e impressionado ao mesmo tempo, pode partir para Crime e Castigo. A tradução do Boris Schnaiderman, direta do russo, é a melhor disponível.
Prós e contras de Memórias do Subsolo
✅ Prós
- 152 páginas: é a porta de entrada mais barata e mais rápida para a literatura russa
- 4.213 avaliações e tradução direta do russo por Boris Schnaiderman, que é a melhor disponível
- Fundou o anti-herói moderno — praticamente todo narrador rancoroso da literatura veio daqui
- A primeira parte, o monólogo puro, é uma das coisas mais impressionantes já escritas
⚠️ Contras
- O narrador é hostil de propósito e passa cem páginas se contradizendo, o que irrita muita gente
- A segunda parte, narrativa, é bem inferior à primeira
- É desconfortável do começo ao fim, sem nenhum alívio
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer descobrir em uma tarde se aguenta o Dostoiévski.
- Pule se você for: quem precisa de um narrador em quem confiar — este é hostil de propósito.
Vale a pena ler Memórias do Subsolo? O veredito
O veredito do Léo · nota 9.3/10
Recomendo como a melhor estreia possível nos russos. São 152 páginas e você descobre em uma tarde se aguenta o Dostoiévski — porque o narrador é insuportável de propósito, e essa é a experiência inteira. Se você terminar irritado e impressionado ao mesmo tempo, pode partir para Crime e Castigo.
Memórias do Subsolo — Editora 34
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 5ª posição em Os 10 Melhores Livros da Literatura Russa (por Onde Começar).
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Perguntas frequentes sobre Memórias do Subsolo
Memórias do Subsolo vale a pena?
Quantas páginas tem Memórias do Subsolo?
Memórias do Subsolo é um bom primeiro Dostoiévski?
Por que Memórias do Subsolo é considerado importante?
Memórias do Subsolo é difícil de ler?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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