O Mito de Sísifo, de Albert Camus: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Mito de Sísifo, de Albert Camus, recebe nota 8.8/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 4ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar. É indicado para quem quer entrar no existencialismo pela porta da frente, com literatura em vez de jargão, e não é indicado para quem está num momento em que pensar de frente sobre sentido da vida pesaria demais. A edição que eu recomendo é a da Record, com 160 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Camus parte de uma pergunta direta — a vida vale a pena, se não tem sentido? — e responde com a imagem de Sísifo empurrando a pedra montanha acima para sempre. A conclusão dele é a parte que surpreende.

  • Autor: Albert Camus
  • Publicado em: 1942
  • Gênero: Filosofia
  • Edição indicada: Record
  • Páginas: 160 páginas
  • Nota do Léo: 8.8 de 10
  • Na Amazon: 4,7 de 5, em 4.658 avaliações de leitores

A leitura de O Mito de Sísifo

O Camus escreve filosofia como quem escreve romance, e é por isso que O Mito de Sísifo é o texto que melhor explica o absurdo. Ele parte de uma pergunta direta — a vida vale a pena, se não tem sentido? — e responde sem se esconder atrás de vocabulário técnico.

A conclusão é o oposto do que a fama de existencialista sugere. Ele não termina em desespero, termina em teimosia: Sísifo empurra a pedra para sempre, sabe que ela vai rolar, e ainda assim a última linha do livro diz que é preciso imaginá-lo feliz. Essa imagem ficou comigo.

São 160 páginas. A parte central, que analisa obras literárias, é bem mais árida que a abertura e o fecho, e alguns trechos assumem familiaridade com Kierkegaard e Husserl. E é um livro que pensa a vida de frente — escolha o momento.

Prós e contras de O Mito de Sísifo

✅ Prós

  • É o texto que melhor explica o absurdo, e explica com literatura, não com jargão
  • 160 páginas com escrita de romancista: o Camus era escritor antes de ser filósofo
  • A última linha é uma das mais famosas da filosofia do século XX, e é surpreendentemente otimista
  • 4.658 avaliações na Amazon

⚠️ Contras

  • A parte central, analisando obras literárias, é bem mais árida que a abertura e o fecho
  • Assume alguma familiaridade com Kierkegaard e Husserl em certos trechos
  • Trata da questão do sentido da vida de frente, o que pode pesar dependendo do momento

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer entrar no existencialismo pela porta da frente, com literatura em vez de jargão.
  • Pule se você for: quem está num momento em que pensar de frente sobre sentido da vida pesaria demais.

Vale a pena ler O Mito de Sísifo? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.8/10

Recomendo, e é o mais bonito de ler desta lista. O Camus escreve filosofia como quem escreve romance, e a conclusão dele é o oposto do que a fama de existencialista sugere: ele não termina em desespero, termina em teimosia. A imagem final, do Sísifo feliz, ficou comigo. Só escolha o momento — é um livro que pensa a vida de frente.

O Mito de Sísifo — Record

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Este livro ocupa a 4ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Mito de Sísifo

O Mito de Sísifo vale a pena?

Vale, e é o mais bonito de ler entre os textos de filosofia que eu recomendo: 4.658 avaliações com média 4,7 em 160 páginas. Camus escreve como romancista, e a conclusão dele é surpreendentemente otimista — não termina em desespero, termina em teimosia.

Do que trata O Mito de Sísifo?

Da pergunta se a vida vale a pena sendo ela sem sentido intrínseco. Camus chama de absurdo o choque entre a nossa busca de sentido e o silêncio do mundo, e propõe viver com essa consciência em vez de fugir dela.

Quantas páginas tem O Mito de Sísifo?

São 160 páginas na edição da Record. A abertura e o fecho são acessíveis; a parte central, com análises literárias, é a mais árida.

O Mito de Sísifo é difícil de ler?

Menos do que se teme. A escrita é literária e clara. A dificuldade aparece em trechos que pressupõem alguma familiaridade com Kierkegaard e a fenomenologia — dá para atravessá-los sem perder o argumento principal.

Por onde começar a ler Camus?

Pelo romance O Estrangeiro, se você quer a ideia em forma de ficção, ou por este, se quer o argumento direto. Os dois são de 1942 e conversam entre si — ler os dois em sequência funciona muito bem.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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