O Príncipe, de Nicolau Maquiavel: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, recebe nota 8.7/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 5ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar. É indicado para quem quer entender como o poder funciona de verdade, em 112 páginas e duas noites, e não é indicado para quem procura manual de manipulação pessoal — o livro é sobre governar Estados, não colegas. A edição que eu recomendo é a da Principis, com 112 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Um manual prático sobre como conquistar e manter o poder, escrito por um diplomata florentino desempregado que queria voltar ao jogo. Descreve o que governantes fazem, não o que deveriam fazer — e foi por isso que escandalizou.

  • Autor: Nicolau Maquiavel
  • Publicado em: 1532
  • Gênero: Filosofia política
  • Edição indicada: Principis
  • Páginas: 112 páginas
  • Nota do Léo: 8.7 de 10
  • Na Amazon: 4,8 de 5, em 12.751 avaliações de leitores

A leitura de O Príncipe

O Príncipe tem fama de cínico e o que ele faz é outra coisa: descrever o poder como funciona em vez de como deveria funcionar. Foi essa separação entre política e moral que escandalizou em 1532 e que fundou a ciência política moderna — e que continua incomodando quinhentos anos depois.

A linguagem é direta, sem jargão, praticamente um relatório executivo. São 112 páginas, o clássico mais rápido de terminar que eu recomendo. Li em duas noites e reconheci meia dúzia de situações de trabalho, o que é levemente perturbador de admitir.

Duas ressalvas. Muitos exemplos dependem da Itália do século XVI e pedem nota de rodapé — vale uma edição que as traga. E o capítulo final, apelando aos Médici, revela que o livro era também um pedido de emprego de um diplomata desempregado querendo voltar ao jogo. Saber disso desaponta um pouco e explica muito.

Prós e contras de O Príncipe

✅ Prós

  • Livro de filosofia mais avaliado desta lista: 12.751 avaliações na Amazon
  • 112 páginas de linguagem direta e sem jargão — praticamente um relatório executivo
  • Foi o primeiro texto a separar política de moral, e é a base da ciência política moderna
  • Continua desconfortavelmente útil para entender qualquer disputa de poder

⚠️ Contras

  • É frequentemente lido como manual de manipulação pessoal, o que não é o propósito nem o contexto
  • Muitos exemplos dependem da Itália do século XVI e pedem nota de rodapé
  • O capítulo final, apelando aos Médici, mostra que era também um pedido de emprego — e isso desaponta

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem quer entender como o poder funciona de verdade, em 112 páginas e duas noites.
  • Pule se você for: quem procura manual de manipulação pessoal — o livro é sobre governar Estados, não colegas.

Vale a pena ler O Príncipe? O veredito

O veredito do Léo · nota 8.7/10

Recomendo, e é o mais rápido de terminar desta lista. O Príncipe tem 112 páginas e a fama de ser cínico, mas o que ele faz é descrever o poder como ele funciona em vez de como deveria funcionar — e isso ainda incomoda 500 anos depois. Li em duas noites e reconheci meia dúzia de situações de trabalho, o que é uma coisa levemente perturbadora de admitir.

O Príncipe — Principis

É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.

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Este livro ocupa a 5ª posição em Os 10 Melhores Livros de Filosofia para Começar.

Perguntas frequentes sobre O Príncipe

O Príncipe vale a pena?

Vale, e é o clássico de filosofia política mais lido do Brasil: 12.751 avaliações com média 4,8 em apenas 112 páginas. Ele descreve o poder como funciona, não como deveria funcionar — e é isso que o mantém útil e desconfortável cinco séculos depois.

Quantas páginas tem O Príncipe?

São 112 páginas na edição da Principis. É o clássico mais curto que eu recomendo e dá para ler em duas noites.

O Príncipe ensina a manipular pessoas?

Não é o objeto do livro. Maquiavel escreve sobre como um governante conquista e mantém um Estado, num contexto de guerra entre principados italianos. A leitura como manual de estratégia pessoal é posterior e força bastante o texto.

O Príncipe é difícil de ler?

A linguagem é direta e curta. A dificuldade são os exemplos históricos, cheios de nomes de famílias e cidades do século XVI. Uma edição com notas resolve — sem elas, alguns capítulos viram lista de nomes desconhecidos.

O que significa 'os fins justificam os meios'?

A frase, nessa formulação, não está no livro. O que Maquiavel argumenta é que a ação de um governante deve ser julgada pelo resultado para o Estado, e não pela virtude pessoal — o que é próximo, mas mais restrito do que a máxima popular sugere.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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