O Caminho para Wigan Pier, de George Orwell: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Orwell foi enviado ao norte industrial da Inglaterra para relatar a vida dos mineiros de carvão durante a Depressão. A primeira metade é reportagem; a segunda é um ensaio em que ele critica os próprios aliados de esquerda.
- Autor: George Orwell
- Publicado em: 1937
- Gênero: Não ficção / Reportagem
- Edição indicada: Companhia das Letras
- Páginas: 288 páginas
- Nota do Léo: 8.2 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 120 avaliações de leitores
A leitura de O Caminho para Wigan Pier
A descida à mina de carvão é escrita que fica: você sente o teto baixo, a distância a percorrer agachado antes mesmo de começar o turno, o pó. É uma das melhores páginas de reportagem do século XX, e vale a primeira metade inteira.
A segunda metade é outro livro — e é onde o Orwell ataca o próprio time. Ele critica a esquerda de classe média a que pertencia, o esnobismo dos intelectuais socialistas, a distância entre quem fala pelos trabalhadores e os trabalhadores. Poucos autores fazem autocrítica com essa honestidade.
As duas metades parecem obras diferentes, e muita gente só gosta de uma delas. A segunda discute divisões políticas britânicas dos anos 1930 que exigem contexto. Só 120 avaliações — é dos menos lidos dele por aqui. Duas metades desiguais, e as duas valem.
Prós e contras de O Caminho para Wigan Pier
✅ Prós
- Nota 4,8: a maior desta lista junto com A Revolução dos Bichos
- A descrição da descida à mina é uma das melhores páginas de reportagem do século XX
- A segunda metade é uma autocrítica corajosa: ele ataca a esquerda de classe média a que pertencia
- Edição da Companhia das Letras com tradução e notas cuidadosas
⚠️ Contras
- Só 120 avaliações — é dos menos lidos do autor no Brasil
- As duas metades parecem livros diferentes, e muita gente só gosta de uma delas
- A segunda parte discute divisões políticas britânicas dos anos 1930 que exigem contexto
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer reportagem social de primeira linha, e um autor atacando o próprio lado.
- Pule se você for: quem quer um livro coeso — as duas metades parecem obras diferentes.
Vale a pena ler O Caminho para Wigan Pier? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.2/10
Recomendo pela primeira metade, e admiro a segunda. A descida à mina de carvão é escrita que fica: você sente o teto baixo e a distância a percorrer agachado. A segunda parte é Orwell atacando o próprio time, e poucos autores fazem isso com essa honestidade. Duas metades desiguais e as duas valem.
O Caminho para Wigan Pier — Companhia das Letras
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 8ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar.
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Perguntas frequentes sobre O Caminho para Wigan Pier
O Caminho para Wigan Pier vale a pena?
Quantas páginas tem O Caminho para Wigan Pier?
Por que o livro tem duas partes tão diferentes?
É preciso conhecer a política britânica dos anos 1930?
Por onde começar a ler Orwell?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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