Dias na Birmânia, de George Orwell: resenha, prós e contras

Leitura, análise e recomendação
Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.
Baseado nos cinco anos em que Orwell serviu como policial imperial britânico na Birmânia. O romance acompanha um comerciante inglês que despreza o clube de expatriados a que pertence e não consegue sair dele.
- Autor: George Orwell
- Publicado em: 1934
- Gênero: Romance
- Edição indicada: Lebooks — edição digital
- Páginas: 207 páginas
- Nota do Léo: 8.0 de 10
- Na Amazon: 4,8 de 5, em 104 avaliações de leitores
A leitura de Dias na Birmânia
Dias na Birmânia é a primeira vez que o Orwell escreve sobre estar do lado errado de um sistema e saber disso. Ele serviu cinco anos como policial imperial britânico na Birmânia, e o desconforto do livro é experiência, não pesquisa.
O protagonista é um comerciante inglês que despreza o clube de expatriados a que pertence e não consegue sair dele — passivo e frustrante de propósito, porque a cumplicidade que o livro examina é justamente a de quem vê e não age. Antecipa em quinze anos os temas de poder e cumplicidade que ele desenvolveria depois.
São 207 páginas com ritmo de romance e ambientação excelente. A prosa ainda é a de um estreante, e o livro reproduz a linguagem racista dos personagens coloniais — o que é intencional, e é duro de ler. A edição mais lida por aqui é digital, de catálogo econômico. O incômodo central do livro é legítimo e fica com você.
Prós e contras de Dias na Birmânia
✅ Prós
- Nota 4,8 e o retrato mais direto do colonialismo britânico visto de dentro
- Orwell serviu lá cinco anos: o desconforto do livro é experiência, não pesquisa
- 207 páginas, ritmo de romance e ambientação excelente
- Antecipa em quinze anos os temas de poder e cumplicidade que ele desenvolveria depois
⚠️ Contras
- Só 104 avaliações, e a edição mais lida no Brasil é digital, de catálogo econômico
- O protagonista é passivo e frustrante de propósito, o que cansa em alguns trechos
- Reproduz a linguagem racista dos personagens coloniais, o que é intencional mas é duro de ler
Para quem é (e para quem não é)
- Leia se você for: quem quer entender como o Orwell virou o Orwell.
- Pule se você for: quem não tolera protagonista passivo — ele é frustrante de propósito.
Vale a pena ler Dias na Birmânia? O veredito
O veredito do Léo · nota 8.0/10
Recomendo para quem quer entender como o Orwell virou o Orwell. Dias na Birmânia é a primeira vez que ele escreve sobre estar do lado errado de um sistema e saber disso. A prosa ainda é a de um estreante e o protagonista irrita, mas o incômodo central do livro é legítimo e fica com você.
Dias na Birmânia — Lebooks
É a edição que eu indico deste título. Preço e disponibilidade mudam direto, então confira lá.
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Este livro ocupa a 9ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar.
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Perguntas frequentes sobre Dias na Birmânia
Dias na Birmânia vale a pena?
Quantas páginas tem Dias na Birmânia?
Orwell viveu na Birmânia?
O livro é racista?
Por onde começar a ler Orwell?
Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.
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