Guerra e Paz, de Liev Tolstói: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: Guerra e Paz, de Liev Tolstói, recebe nota 9.2/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros da Literatura Russa (por Onde Começar). É indicado para quem já leu outros russos e quer encarar o monumento, e não é indicado para quem está estreando em literatura russa — comece por algo com um décimo do tamanho. A edição que eu recomendo é a da Companhia das Letras, com 1544 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Cinco famílias da aristocracia russa atravessam as guerras napoleônicas, da vida de salão à invasão de Moscou. São mais de quinhentos personagens, e Tolstói entra na cabeça de dezenas deles.

  • Autor: Liev Tolstói
  • Publicado em: 1869
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Companhia das Letras
  • Páginas: 1544 páginas
  • Nota do Léo: 9.2 de 10
  • Na Amazon: 4,9 de 5, em 4.467 avaliações de leitores

A leitura de Guerra e Paz

Guerra e Paz é menos difícil do que a fama sugere. A prosa é clara, as cenas são vivas e você nunca fica perdido dentro de um parágrafo. O que ele é, simplesmente, é muito longo: 1.544 páginas e mais de quinhentos personagens.

As cenas de batalha mudaram a literatura de guerra para sempre. O Tolstói as mostra do ponto de vista de soldados que não entendem o que está acontecendo — sem visão panorâmica, sem estratégia legível, só fumaça, ordens contraditórias e medo. Depois disso ficou impossível escrever batalha do jeito antigo.

Dois conselhos práticos. Anote os nomes: com quinhentos personagens e o sistema russo de patronímicos e apelidos, ninguém acompanha de cabeça. E os ensaios sobre filosofia da história, principalmente na parte final, dá para ler em diagonal sem culpa — o resto é a maior coisa que o romance já produziu.

Prós e contras de Guerra e Paz

✅ Prós

  • Maior nota desta lista: 4,9 na Amazon, com 4.467 avaliações
  • É o romance mais ambicioso já tentado, e o espantoso é que funciona
  • As cenas de batalha vistas por soldados que não entendem o que está acontecendo mudaram a literatura de guerra para sempre
  • 1.544 páginas com uma quantidade de personagens vivos que nenhum outro romance alcançou

⚠️ Contras

  • 1.544 páginas: é o mais longo do site inteiro e exige meses de compromisso
  • Os ensaios de Tolstói sobre filosofia da história, principalmente no fim, são áridos e longos
  • É preciso anotar os nomes: com quinhentos personagens, ninguém acompanha de cabeça

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu outros russos e quer encarar o monumento.
  • Pule se você for: quem está estreando em literatura russa — comece por algo com um décimo do tamanho.

Vale a pena ler Guerra e Paz? O veredito

O veredito do Léo · nota 9.2/10

Recomendo para quem já leu outros russos e quer o monumento. Guerra e Paz é menos difícil do que a fama sugere — a prosa é clara e as cenas são vivas —, e é simplesmente muito longo. Os ensaios sobre história dá para ler em diagonal sem culpa. O resto é a maior coisa que o romance já produziu.

Guerra e Paz — Companhia das Letras

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Este livro ocupa a 6ª posição em Os 10 Melhores Livros da Literatura Russa (por Onde Começar).

Perguntas frequentes sobre Guerra e Paz

Guerra e Paz vale a pena?

Vale para quem já leu outros russos: nota 4,9 com 4.467 avaliações, a mais alta entre os clássicos russos. É menos difícil do que a fama sugere — a prosa é clara. O problema é o tamanho: 1.544 páginas e meses de compromisso.

Quantas páginas tem Guerra e Paz?

São 1.544 páginas na edição da Companhia das Letras. É o livro mais longo que eu recomendo em todo o site.

Guerra e Paz é difícil de ler?

A dificuldade é de volume e de elenco, não de linguagem. São mais de quinhentos personagens com nome, patronímico e apelido. Anotar quem é quem nas primeiras cem páginas resolve. Os ensaios sobre filosofia da história são a parte árida — dá para ler em diagonal.

Guerra e Paz ou Anna Kariênina?

Anna Kariênina é mais bem construído, mais curto e mais fácil de acompanhar — é por onde eu começaria em Tolstói entre os romances longos. Guerra e Paz é maior em ambição e mais irregular.

Dá para pular os capítulos de filosofia da história?

Dá, e muita gente faz isso sem prejuízo da narrativa — principalmente no epílogo final. São ensaios do autor sobre causalidade histórica, separáveis da história dos personagens.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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