A Filha do Reverendo, de George Orwell: resenha, prós e contras

🎯 Resposta direta: A Filha do Reverendo, de George Orwell, recebe nota 7.9/10 aqui no Mural dos Livros e ocupa a 10ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar. É indicado para quem já leu o resto do Orwell e quer o romancista realista, e não é indicado para quem quer um bom romance — o próprio autor não queria vê-lo reeditado. A edição que eu recomendo é a da Pé da Letra, com 355 páginas.
Léo Rezende

Por Léo Rezende
Leitura, análise e recomendação

Apaixonado por livros desde sempre, Léo Rezende criou o Mural dos Livros para compartilhar leituras, resenhas e descobertas com quem também não resiste a uma boa estante. Lê de clássico russo a suspense de aeroporto, e conta a verdade sobre os dois.

Dorothy, filha de um pastor interiorano, perde a memória e acorda em Londres sem identidade nem dinheiro. O romance acompanha a queda dela pelos degraus da sociedade inglesa dos anos 1930 e a volta para uma vida que já não faz sentido.

  • Autor: George Orwell
  • Publicado em: 1935
  • Gênero: Romance
  • Edição indicada: Pé da Letra
  • Páginas: 355 páginas
  • Nota do Léo: 7.9 de 10
  • Na Amazon: 4,6 de 5, em 194 avaliações de leitores

A leitura de A Filha do Reverendo

Este é o livro que o próprio Orwell queria fora de catálogo, e é bom ser honesto sobre isso: ele considerava A Filha do Reverendo fraco e pediu que não fosse reeditado. A estrutura realmente não se sustenta — a perda de memória como motor da trama é um artifício frouxo e o livro nunca se recupera bem dele.

O que salva são os trechos de observação social. O capítulo dos colhedores de lúpulo é reportagem disfarçada de ficção e é excelente: quando o repórter toma o lugar do romancista, o livro melhora na hora.

São 355 páginas com um retrato duro da hipocrisia religiosa e de classe da Inglaterra dos anos 1930, e mostra o Orwell escrevendo romance realista — coisa que ele abandonou depois em favor da alegoria. A edição brasileira é de catálogo paradidático, sem o cuidado editorial dos outros títulos dele. Recomendo apenas para quem já leu o resto.

Prós e contras de A Filha do Reverendo

✅ Prós

  • Mostra o Orwell escrevendo romance realista, coisa que ele abandonou depois
  • O capítulo dos colhedores de lúpulo é reportagem disfarçada de ficção, e é excelente
  • 355 páginas com um retrato duro da hipocrisia religiosa e de classe da época
  • 194 avaliações com média 4,6 — pouco lido, mas bem avaliado por quem leu

⚠️ Contras

  • O próprio Orwell considerava este livro fraco e não queria vê-lo reeditado
  • A perda de memória como motor da trama é um artifício frouxo, e o livro nunca se recupera bem dele
  • A edição brasileira é de catálogo paradidático, sem o cuidado editorial dos outros títulos desta lista

Para quem é (e para quem não é)

  • Leia se você for: quem já leu o resto do Orwell e quer o romancista realista.
  • Pule se você for: quem quer um bom romance — o próprio autor não queria vê-lo reeditado.

Vale a pena ler A Filha do Reverendo? O veredito

O veredito do Léo · nota 7.9/10

Recomendo apenas para quem já leu o resto. Este é o livro que o próprio autor queria fora de catálogo, e é bom ser honesto sobre isso — a estrutura não se sustenta. O que salva são os trechos de observação social, principalmente o dos colhedores de lúpulo, em que o repórter toma o lugar do romancista e o livro melhora na hora.

A Filha do Reverendo — Pé da Letra

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Este livro ocupa a 10ª posição em Livros de George Orwell: os 10 Melhores para Começar.

Perguntas frequentes sobre A Filha do Reverendo

A Filha do Reverendo vale a pena?

Vale só para quem já leu o resto do Orwell: 194 avaliações com média 4,6 em 355 páginas. O próprio autor considerava o livro fraco e não queria vê-lo reeditado. O que salva são os trechos de observação social, como o capítulo dos colhedores de lúpulo.

Quantas páginas tem A Filha do Reverendo?

São 355 páginas na edição da Pé da Letra, de catálogo paradidático, sem o cuidado editorial das outras obras do autor por aqui.

Por que Orwell não gostava deste livro?

Ele o considerava malsucedido estruturalmente e pediu que não fosse reeditado em vida. A crítica costuma concordar: o recurso da perda de memória é frouxo e a narrativa não se recupera dele.

Qual a melhor parte do livro?

O capítulo dos colhedores de lúpulo, em que a protagonista trabalha na colheita ao lado de trabalhadores itinerantes. É reportagem disfarçada de ficção e mostra o Orwell no que ele fazia de melhor.

Por onde começar a ler Orwell?

A Revolução dos Bichos e 1984, depois os ensaios e Lutando na Espanha. Os romances realistas dos anos 1930, incluindo este, ficam por último.

Resenha revisada em 31/08/2026 por Léo Rezende.

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